A Prefeitura do Rio deu mais um passo para a implantação do Rio AI City — projeto que prevê a criação de um polo de centro de dados na Barra da Tijuca — na última terça-feira (1). Em evento na sede BNDES, no Centro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) assinou um memorando de entendimento para apoiar o desenvolvimento, financiamento e instalação da estrutura. Com o acordo, a cidade se torna a primeira do país a formalizar uma parceria para desenvolver um projeto desse nível.
O documento conta ainda com a assinatura do BNDES, dos ministérios de Ciência e Tecnologia e de Gestão e Inovação em Serviços Públicos e de instituições parceiras, incluindo Eletrobras e Finep.
A proposta prevê investimentos robustos, com uma estimativa de US$ 65 bilhões. A meta, assim como o valor, é bem alta: atingir uma capacidade instalada de três gigawatts até 2032. O plano é consolidar o município como referência nacional em supercomputação, inteligência artificial e inovação.
A iniciativa se antecipa ao plano do Ministério da Fazenda que visa transformar o Brasil em um polo global de centros de dados, com foco em segurança jurídica, incentivos fiscais e uso de energia limpa.
“Existe uma demanda crescente por força computacional no mundo, mas há um desafio importante relacionado ao fornecimento de energia. Aqui no Brasil, temos uma matriz energética limpa e uma percepção, por parte do Governo Federal e do BNDES, de que é preciso criar um ambiente atrativo para a instalação de data centers e o avanço da inteligência artificial. E mostramos que o melhor lugar para isso é o Rio de Janeiro”, afirmou Paes, durante o evento.
O alcaide também destacou que a cidade reúne uma infraestrutura robusta de internet, com cabos subterrâneos e fibras ópticas de alta densidade, além de mão de obra qualificada, centros de pesquisa, universidades e empresas já inseridas nesse ecossistema. De acordo com o diretor do BNDES, Nelson Barbosa, o modelo de cooperação firmado no Rio poderá servir ainda de referência para outras cidades e estados.
Hub de dados ficará na Barra
A previsão é que o hub seja instalado no Centro Metropolitano, na Barra da Tijuca, por ser uma área planejada que conta com infraestrutura moderna e tem disponibilidade de terrenos isolados — considerados ideais para abrigar esse tipo de operação, que exige segurança, controle climático e acesso à energia limpa.





