Rio e Niterói apresentam proposta final para sediar o PAN de 2031

Cidades brasileiras destacam legado esportivo e social em disputa direta com Assunção, no Paraguai

A candidatura conjunta de Rio de Janeiro e Niterói para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2031 entrou na reta final. Nesta sexta-feira (8), as duas cidades apresentaram oficialmente seu projeto aos eleitores que definirão o local das competições, durante a 63ª Assembleia da PanAm Sports, realizada em Assunção, no Paraguai.

A capital paraguaia, única adversária na disputa, também apresentou sua proposta. O resultado da votação será decisivo para definir quem receberá o evento, considerado o maior torneio esportivo das Américas.

Foco no legado e nas estruturas já prontas

Conduzida pelo presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco Antônio La Porta, a apresentação brasileira ressaltou que a maior parte das instalações necessárias já existe, graças à herança de competições como os Jogos Pan-Americanos de 2007 e os Jogos Olímpicos de 2016.

“Rio de Janeiro e Niterói estão prontas para receber novamente as Américas. Nossa principal missão é contribuir para a evolução do esporte pan-americano, começando antes mesmo de 2031”, afirmou La Porta.

Entre os destaques, estão o uso de parcerias público-privadas (PPPs) para erguer a Vila Pan-Americana, prevista para a zona portuária do Rio, e a construção de novas instalações em conjunto com Niterói, incluindo a inauguração de 20 ginásios olímpicos até 2031.

investimento bilionário e aposta na experiência

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), reforçou que a cidade tem histórico na organização de grandes eventos internacionais, mas que desta vez o foco está na gestão eficiente e no legado.

“Organizar grandes eventos que encantam o mundo está no nosso DNA. Mas, junto com a hospitalidade, a beleza e a energia do nosso povo, há planejamento sólido e responsabilidade na gestão desse projeto”, disse Paes.

O orçamento estimado para a candidatura brasileira é de R$ 3,7 bilhões. Já Assunção prevê um investimento de US$ 353 milhões (aproximadamente R$ 1,9 bilhão), sendo 95% custeados pelo governo paraguaio e 5% pelo setor privado.

A proposta paraguaia destacou instalações já em uso no Pan Júnior e projetos futuros, como centros de treinamento e um conjunto habitacional para atletas. Segundo La Porta, a disputa opõe dois modelos: “O Paraguai fez uma apresentação mais técnica, e a gente tentou mostrar nossa visão de colocar o Brasil de volta no cenário de grandes eventos.”

A decisão final da PanAm Sports deve ser anunciada ainda este mês. Se confirmada a vitória, Rio e Niterói voltariam a receber um evento pan-americano 24 anos após a edição de 2007.

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