A balança comercial do Estado do Rio de Janeiro começou 2026 em ritmo acelerado. Entre janeiro e maio, o estado acumulou um superávit de US$ 11,8 bilhões, resultado que reforça a relevância da economia fluminense no comércio exterior brasileiro.
De acordo com dados do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a corrente comercial fluminense — soma de exportações e importações — atingiu US$ 32,3 bilhões nos cinco primeiros meses do ano. No período, o Rio exportou US$ 22,1 bilhões e importou US$ 10,2 bilhões.
O resultado coloca o estado entre os principais protagonistas da balança comercial nacional. Entre janeiro e maio, o Rio respondeu por 15% de todas as exportações brasileiras e por 8,8% das importações realizadas pelo país.
Petróleo mantém liderança
O principal motor das exportações fluminenses continua sendo o petróleo. O produto respondeu por 77,3% de tudo o que o estado vendeu para o mercado internacional no período analisado.
Sozinho, o setor petrolífero movimentou US$ 17,1 bilhões entre janeiro e maio, consolidando sua posição como principal responsável pelo saldo positivo registrado pela economia fluminense.
Além do petróleo, a indústria siderúrgica também teve participação relevante. As exportações do segmento alcançaram US$ 789,9 milhões nos cinco primeiros meses do ano, contribuindo para a diversificação da pauta exportadora estadual.
China lidera entre parceiros
A China permaneceu como principal parceira comercial do Rio de Janeiro. A corrente comercial entre o estado e o país asiático chegou a US$ 11,4 bilhões no acumulado do ano.
Na sequência aparecem os Estados Unidos, com movimentação de US$ 3,5 bilhões, e a Coreia do Sul, com US$ 3,1 bilhões. Índia, Espanha e Singapura também figuram entre os mercados mais importantes para os negócios internacionais fluminenses.
Economia conectada ao mundo
Os números mostram a forte integração da economia do Rio de Janeiro com os mercados globais, especialmente nos setores de energia e indústria. O desempenho positivo da balança comercial reforça a importância do estado para a geração de divisas e para a participação brasileira no comércio internacional.
Com mais de US$ 32 bilhões movimentados em apenas cinco meses, o Rio mantém posição estratégica nas relações comerciais do país e segue ampliando sua presença nos principais mercados do mundo.





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