O vice-presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, voltou a ser alvo de criminosos em um curto intervalo de tempo. Braz Galdino de Farias Junior foi baleado na noite da última quinta-feira (4) em frente à sede da associação, pouco mais de um mês após ter sofrido outro atentado.
Segundo testemunhas, o ataque mais recente envolveu um motorista e pelo menos três homens armados — dois com fuzis e outro com uma pistola. Braz foi atingido no pé, mas conseguiu sobreviver. Ele contou na 32ª DP (Taquara) que o agressor se aproximou e efetuou dois disparos. O caso está em investigação.
Histórico de atentados
O episódio reacende a tensão na comunidade. Em 29 de julho, Braz já havia escapado de um ataque enquanto seguia de mototáxi pela Estrada de Jacarepaguá, no Itanhangá. Na ocasião, ocupantes de um carro branco tentaram interceptar o veículo e abriram fogo contra ele. O dirigente comunitário saiu ileso, mas registrou a ocorrência na 16ª DP (Barra da Tijuca).
Rio das Pedras, um território em disputa
Rio das Pedras é considerado o berço da milícia no Rio de Janeiro, com grupos paramilitares controlando a região há mais de 30 anos. Nos últimos anos, no entanto, facções ligadas ao tráfico de drogas têm tentado avançar sobre o território. Comunidades vizinhas, como Muzema e Tijuquinha, já foram tomadas pelo Comando Vermelho, acirrando ainda mais a disputa por poder.
Moradores relatam que a pressão dos grupos armados tem se intensificado, com a instalação de portões e cobrança de taxas ilegais. Nesse cenário de violência, lideranças comunitárias acabam se tornando alvos preferenciais, seja por resistência, seja por disputas de interesse.
As autoridades ainda investigam se os dois ataques contra Braz Galdino de Farias Junior estão relacionados ao confronto entre milícia e tráfico. Enquanto isso, o clima na comunidade é de medo e incerteza, em meio à escalada da violência.






Deixe um comentário