O ensino de mandarim poderá passar a fazer parte da grade curricular das escolas da rede pública estadual do Rio de Janeiro. A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou em segunda discussão, nesta quarta-feira (13), um projeto de lei 6.439/25, que autoriza a inclusão do idioma como opção de itinerário formativo nas unidades estaduais de ensino.
A proposta é de autoria da deputada Tia Ju (Republicanos) e ainda seguirá para análise do governador, que poderá sancionar ou vetar o texto.
Segundo a medida, a oferta do idioma dependerá da disponibilidade de vagas, estrutura adequada e interesse da comunidade escolar. O texto também prevê que o conteúdo seja desenvolvido de forma interdisciplinar, integrado a outras áreas do conhecimento.
Parcerias para implementação
Para viabilizar a implementação do ensino de mandarim, o projeto autoriza o Poder Executivo a firmar convênios e acordos de cooperação com instituições de ensino superior, centros culturais e organismos de cooperação internacional.
As parcerias poderão ser voltadas para capacitação de profissionais da educação, intercâmbio pedagógico e desenvolvimento de práticas educacionais ligadas ao ensino da língua chinesa.
A proposta também determina que a implementação observe a política de valorização dos profissionais da educação, incluindo formação continuada e condições adequadas de trabalho.
Formação e qualificação
O texto estabelece que os profissionais envolvidos nas atividades deverão seguir os critérios de qualificação previstos na legislação educacional vigente.
Além disso, o projeto prevê a inserção das atividades no plano de carreira do magistério estadual, caso a medida seja efetivamente implantada pela rede pública.
A proposta não torna obrigatória a oferta do idioma em todas as unidades, deixando a implementação condicionada à capacidade operacional do estado e ao interesse das escolas.
Relação com a China
Na justificativa apresentada junto ao projeto, a deputada Tia Ju afirmou que a proposta leva em consideração a ampliação das relações econômicas e culturais entre Brasil e China.
Segundo a parlamentar, a China ocupa posição estratégica nas relações comerciais com o Brasil e tem ampliado investimentos e parcerias em diferentes áreas, incluindo educação e cultura.
Após a aprovação em segunda discussão, o texto será encaminhado ao governo estadual para decisão final sobre a sanção da medida.






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