Representantes da Rio+ Saneamento estiveram na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (04/04), para prestar esclarecimentos sobre o desabastecimento de água nas regiões atendidas pela concessionária. Com a privatização da Cedae, em 2022, eles passaram atuar em 18 municípios do estado e em 24 bairros da Zona Oeste da cidade do Rio. Um dos motivos alegados pela falha na captação, em especial no interior, seria a oscilação de energia em algumas regiões atendidas.
Durante a audiência pública promovida pela Comissão de Saneamento Ambiental, o presidente do consórcio, Leonardo das Chagas Righetto, garantiu que o grupo vem procurando solucionar os problemas e anunciou um investimento de cerca de R$ 1 bilhão para os próximos cinco anos, sendo R$ 255 milhões só na Zona Oeste do Rio. “Estamos reformando um reservatório de um milhão de litros que vai resolver de forma definitiva o abastecimento em Pinheiral, por exemplo”, comentou o executivo.
O plano de investimento do chamado Bloco 3, porém, ainda precisa ser aprovado pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa). Os deputados não se mostraram muito satisfeitos com as explicações. “Precisamos buscar melhorias. É preciso uma solução para que a população de Pinheiral e da Zona Oeste não tenha mais falta de água”, argumentou o presidente do colegiado, deputado Jari Oliveira (PSB).
No campus da Faetec, no bairro de Santa Cruz, as aulas estão suspensas temporariamente nos turnos da manhã e da tarde por conta da falta de água. “De Bangu até Santa Cruz, que tinha água normalmente, não tem mais. A concessionária não apresentou o cronograma físico e financeiro das obras para a região. Não possuem nenhum projeto definido, porque não têm conhecimento do alcance de uma concessão como essa”, frisou a deputada Lucinha (PSD), integrante da comissão.





