O vereador Rick Azevedo (PSOL) voltou a cobrar, nesta quinta-feira (25), medidas da Câmara do Rio em relação à confusão envolvendo policiais militares no entorno do megashow da Shakira, em Copacabana, no início de maio. O assunto reapareceu durante a sessão ordinária, em meio a um bate-boca entre parlamentares do PL e do PSOL.
A discussão começou quando Alana Passos (PL) foi à tribuna e relembrou o episódio ao criticar a atuação de Rick na defesa do fim da escala 6×1. A parlamentar afirmou que o colega da oposição teria afrontado um policial militar que trabalhava no evento.
“Ele diz tanto defender o fim da escala 6×1 que foi lá afrontar um policial militar que estava trabalhando arduamente, cansado no show da Shakira, enquanto vossa excelência estava com a pulseirinha da área VIP. O senhor estava usufruindo do dinheiro do trabalhador, lacrando em cima do policial que trabalha 7×0”, disse Alana.
Rick reagiu em seguida e cobrou uma posição da presidência. Ao microfone, o vereador afirmou ter sido agredido por um agente público do estado e disse que a Casa ainda não teria apresentado uma resposta considerada suficiente por ele.
“Fui agredido de forma covarde por um policial militar e até agora esta Casa não buscou solução plausível. Sou um vereador eleito”, afirmou o parlamentar, que também rebateu a fala de Alana Passos e negou que estivesse em Copacabana apenas para acompanhar o show. Segundo Rick, antes do evento, ele participava de uma ação de panfletagem ligada à pauta do fim da escala 6×1.
“É inadmissível que uma vereadora venha de forma leviana querer debochar de um vereador. Eu não fui diretamente para o show, eu estava em Copacabana panfletando e fazendo minha luta o dia inteiro”, disse.
Rick ainda cobrou diretamente o presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), e pediu uma manifestação da Mesa Diretora sobre o caso.
“Um vereador devidamente eleito não pode ser agredido de forma covarde. É por isso que o PL e a vereadora Alana Passos se acham no direito de debochar dessa barbaridade. Imagina, presidente, vossa excelência desta Casa, sendo agredido por um policial militar. Isso é incabível. Eu preciso que o senhor se pronuncie”, afirmou, acompanhado das colegas de bancada Monica Benício e Thais Ferreira.
Caiado disse que caso foi acompanhado pela presidência e prometeu marcar nova reunião com a PM
Após a cobrança, Carlo Caiado afirmou que a Câmara repudia qualquer tipo de agressão e negou que a Casa tenha se omitido no caso. Segundo o presidente, a Mesa Diretora prestou apoio institucional ao vereador, acompanhou o registro dos relatos na delegacia desde a madrugada do ocorrido e acionou o secretário de Polícia Militar para tratar do episódio.
Caiado também disse que chegou a ser marcada uma reunião com a pasta, mas que o encontro não ocorreu porque Rick estava em viagem oficial. Ele afirmou ainda que a Câmara segue acompanhando a apuração do caso e prometeu marcar uma nova reunião com o secretário da PM.
“Obviamente esta Casa Legislativa sempre repudia qualquer agressão, isso é fato. Qualquer ação da Mesa Diretora é sempre nesse princípio”, sublinhou. “A Casa Legislativa agiu sim, imediatamente, e estamos acompanhando a apuração e investigação do caso. Mas, diante do fato que vossa excelência traz ao plenário, vou marcar uma reunião com o secretário para acompanharmos como está o inquérito”, completou Caiado.
Relembre o caso
O caso ocorreu no início de maio, em Copacabana, pouco antes do megashow da Shakira. À época, Rick Azevedo registrou ocorrência na 10ª DP (Botafogo) e afirmou ter sido agredido por policiais militares após participar de uma panfletagem do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), ligado à defesa do fim da escala 6×1.
Na ocasião, o vereador relatou que tentava deixar uma área reservada para autoridades e figuras públicas quando houve a confusão. A Polícia Militar informou, em nota divulgada à época, que agentes impediram um homem de acessar uma área restrita, onde havia bloqueio, e que houve um princípio de tumulto contornado no local — sem citar o nome do edil.






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