Projetos que podem mudar a mobilidade e a infraestrutura de milhões de moradores do Grande Rio entraram na pauta do primeiro encontro da nova gestão do Instituto Rio Metrópole (IRM) com prefeitos e representantes municipais. A reunião foi realizada nesta quarta-feira (16), com a participação do governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e marcou o início da construção de uma agenda conjunta para os próximos anos.
Entre os temas apresentados estão a expansão da Linha 2 do metrô até Belford Roxo e a construção da Linha 3, prevista para ligar Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Além do transporte, o planejamento inclui ações em saneamento, governança, moradia, resiliência urbana e gestão de resíduos sólidos.
Governo defende integração entre municípios
Durante o encontro, Ricardo Couto destacou que o Instituto Rio Metrópole deve funcionar como um espaço de articulação para melhorar a gestão pública e estabelecer prioridades comuns entre as cidades.
“O objetivo maior dessa instituição é estabelecer uma unidade para melhorar a gestão dos municípios. Se pudermos conversar e estabelecer prioridades dentro das metas do IRM, teremos melhores condições de avançar. Estamos aqui pelo interesse público”, afirmou.
A proposta é organizar uma agenda que permita ao Estado e às prefeituras atuarem de forma coordenada em problemas que ultrapassam os limites de cada cidade.
Saneamento e mobilidade estão entre as prioridades
O planejamento apresentado pelo diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM, Vicente Loureiro, detalhou as principais áreas de atuação do instituto nos próximos anos.
No saneamento, o órgão trabalha com planejamento regional e apoio aos municípios em temas como:
- Abastecimento de água;
- Esgotamento sanitário;
- Macrodrenagem;
- Gestão de resíduos sólidos.
Também foram incluídas na agenda ações de moradia, resiliência urbana e aperfeiçoamento da governança metropolitana.
Instituto promete ampliar diálogo com prefeitos
O presidente interino do IRM, Roberto Lisandro Leão, afirmou que o primeiro encontro serviu para ouvir as demandas das prefeituras e organizar os próximos passos da gestão.
Segundo ele, o instituto também passa por um processo de reorganização administrativa para criar condições de avançar no planejamento e na execução das propostas.
“Ainda neste mês, teremos mais duas reuniões técnicas para aprofundar os temas apresentados hoje e, a partir desse diálogo, definir prioridades e os próximos passos”, afirmou.
Linha 3 do metrô é citada como exemplo de impacto regional
O subsecretário-geral da Secretaria de Estado da Casa Civil, Sergio Pimentel, ressaltou que os problemas da Região Metropolitana precisam ser tratados de forma integrada.
Segundo ele, projetos de transporte não beneficiam apenas os municípios diretamente atendidos, mas podem produzir efeitos em toda a região.
Ao citar a Linha 3 do metrô, Pimentel afirmou que a melhoria na mobilidade entre Rio, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí também pode reduzir impactos no trânsito da Ponte Rio-Niterói e em outras áreas metropolitanas.
Quais municípios participaram
A reunião também marcou a apresentação formal da gestão interina do IRM ao Conselho Deliberativo. Participaram prefeitos e representantes de:
- Duque de Caxias;
- Mesquita;
- Nova Iguaçu;
- Cachoeiras de Macacu;
- Japeri;
- Magé;
- Niterói;
- Petrópolis;
- Tanguá;
- Nilópolis.
Os representantes apresentaram desafios comuns e demandas específicas de cada município. As propostas deverão ser aprofundadas nos próximos encontros técnicos previstos ainda para setembro.
A expectativa do governo é que o diálogo resulte na definição de prioridades conjuntas para a Região Metropolitana, com foco em projetos estruturantes e na integração das políticas públicas.







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