Ricardo Couto inicia reestruturação administrativa no Instituto Rio Metrópole

Nova gestão promove mudanças administrativas após operação do Ministério Público e suspende pagamentos até conclusão de análise conduzida com a Controladoria-Geral do Estado

O governador em exercício, Ricardo Couto, deu inpicio a a um amplo processo de reestruturação administrativa do Instituto Rio Metrópole (IRM). As primeiras medidas foram publicadas na edição desta quarta-feira (22) do Diário Oficial e incluem a exoneração de 30 ocupantes de cargos comissionados, alterações na diretoria da autarquia e a suspensão do pagamento de contratos em vigor até a conclusão de uma auditoria.

As mudanças ocorrem poucos dias após o secretário de Estado de Governo e secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Roberto Lisandro Leão, assumir interinamente a presidência do instituto. A troca no comando foi motivada pela operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que investiga supostas irregularidades em contratos firmados pelo IRM.

Segundo a nova gestão, as medidas têm como objetivo reorganizar a estrutura administrativa da autarquia, reforçar os mecanismos de controle interno e garantir maior transparência na gestão dos recursos públicos.

Nova diretoria reforça área técnica

Além das exonerações, o Diário Oficial trouxe a substituição de dois diretores e a nomeação de novos gestores para ocupar as vagas deixadas pelos ex-dirigentes presos durante a operação do Ministério Público.

Entre os nomes anunciados está o arquiteto e urbanista Vicente Loureiro, que passa a comandar a Diretoria de Desenvolvimento Metropolitano Integrado. Reconhecido nacionalmente por sua atuação em planejamento urbano e desenvolvimento regional, Loureiro possui experiência na elaboração de políticas públicas voltadas para mobilidade, integração entre municípios e ordenamento territorial da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

As demais alterações na diretoria também foram oficializadas na mesma publicação, dando continuidade ao processo de reorganização administrativa conduzido pela presidência interina.

Contratos passam por auditoria

Outra medida anunciada foi a suspensão do pagamento de todos os contratos em andamento no Instituto Rio Metrópole. A decisão permanecerá em vigor até a conclusão de uma auditoria que será realizada por um grupo de trabalho composto por representantes do próprio IRM e da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial, o grupo terá prazo de 30 dias para analisar os contratos vigentes, verificar sua regularidade e apresentar um relatório com as conclusões da auditoria.

A iniciativa faz parte das primeiras ações adotadas pela nova administração para revisar procedimentos internos e fortalecer os mecanismos de fiscalização da autarquia, que desempenha papel estratégico no planejamento e na integração das políticas públicas da Região Metropolitana do Rio.

Com a reestruturação em andamento, a expectativa é de que o instituto passe por uma revisão administrativa mais ampla, abrangendo tanto sua estrutura organizacional quanto os processos de contratação e gestão.

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