A nova gestão do Instituto Rio Metrópole (IRM) deu mais um passo para revisar contratos firmados pela administração anterior. O presidente interino da autarquia, delegado Roberto Lisandro Leão, determinou a suspensão preventiva dos pagamentos e da renovação do contrato com a empresa Alvo Soluções Empresariais e Serviços de Apoio Ltda., enquanto são analisados os documentos relacionados ao acordo.
A decisão ocorre após o avanço das investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que apuram um suposto esquema de lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção passiva e fraude em licitações no instituto. Segundo os investigadores, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 86 milhões.
Contrato foi renovado antes da operação
Os contratos entre o IRM e a Alvo Soluções foram assinados em 2024 para o fornecimento de trabalhadores terceirizados. Poucos dias antes da operação que resultou na prisão do então presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, a renovação do contrato foi assinada por mais dois anos, estendendo sua vigência até junho de 2028, com valor superior a R$ 16 milhões.
Segundo a atual gestão, essa prorrogação não será publicada no Diário Oficial, já que a assinatura dos aditivos foi suspensa até a conclusão da análise técnica e administrativa.
Empresa entrou no radar das investigações
Na semana passada, reportagem da BandNews FM revelou que a motocicleta de Christiano de Oliveira, sócio da Alvo Soluções, foi registrada em frente à sede da Rio Forte, empresa investigada por supostamente integrar o esquema de lavagem de dinheiro ligado ao IRM.
Ainda de acordo com a reportagem, no mesmo dia também esteve no local o então diretor da autarquia, delegado Franquis Dias Nepomuceno, que posteriormente foi alvo da operação do Ministério Público.
Governo faz mudanças no comando do instituto
As mudanças na estrutura do Instituto Rio Metrópole continuam. Em publicação no Diário Oficial desta quarta-feira (15), o governador em exercício Ricardo Couto exonerou o chefe de gabinete do IRM, David Santos, e nomeou Lelian Ramos Costa Salles Cabral para a função.
Também foi suspensa a cessão do delegado da Polícia Civil Marcos Cipriano ao instituto. Em nota, o Governo do Estado informou que a Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ) manterá as auditorias nos demais contratos da autarquia, enquanto o Ministério Público prossegue com outras frentes de investigação relacionadas ao caso.






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