A ala militar do governo Jair Bolsonaro (PL) foi a responsável pela organização da reunião com embaixadores na segunda-feira (18) em que o atual ocupante do Palácio do Planalto atacou o sistema eleitoral brasileiro, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e levantou, sem provas, suspeitas de possíveis fraudes nas eleições de outubro.

De acordo com a CNN Brasil, estiveram à frente do processo quatro generais, os ministros do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno; da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos; o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira; o ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro, general Braga Neto, além do chefe dos ajudantes de ordem do presidente, tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid.
Ainda segundo a reportagem, o tenente-coronel Mauro Cid teria elaborado, juntamente com o próprio Bolsonaro, o conteúdo dos slides que foram exibidos durante a reunião realizada no Palácio da Alvorada, na segunda-feira (18).
O militar é investigado pelo STF no âmbito do vazamento de dados sigilosos de um inquérito sobre supostas ameaças às urnas eletrônicas. Ele é filho do general Mauro Lorena Cid, indicado pelo atual governo para um cargo de confiança no escritório em Miami da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), com um salário mensal de R$ 84 mil.
Os dados do inquérito foram utilizados por Bolsonaro para atacar as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral durante a reunião de segunda-feira. Apesar das alegações de Bolsonaro, o documento da Polícia Federal aponta que as urnas eletrônicas não foram violadas e os votos não sofreram quaisquer alterações nas últimas eleições.






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