Resgate de Juliana Marins vai ser retomado com clima favorável no Monte Rinjani

Quarto dia de buscas gera expectativa da família

As buscas pela brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, foram retomadas nas próximas horas, com otimismo por parte de familiares e voluntários. De acordo com o G1, o tempo está firme na região e há expectativa de que a operação de resgate consiga finalmente alcançar a jovem, que foi localizada no domingo por um drone, mas ainda não recebeu atendimento direto da equipe de socorro.

“A nossa expectativa aumenta. O resgate vai ser retomado. Estamos confiantes de que vamos ver a Juliana novamente, viva e bem com a gente”, afirmou Mariana Marins, irmã da jovem, que também agradeceu o apoio recebido: “Tenho certeza que ela está sentindo toda essa energia positiva, e isso está mantendo ela viva. Vamos trazer a Juliana pra casa”.

Juliana está desaparecida desde a madrugada de sábado (21, no horário local), quando se separou de um grupo de trilheiros no segundo dia de caminhada. Ela teria decidido parar por cansaço, e, segundo relatos da irmã, o guia que liderava o grupo seguiu sozinho até o cume, deixando Juliana para trás. Sem apoio, ela teria se desesperado e sofrido uma queda de cerca de 300 metros, escorregando por mais uma distância semelhante logo depois.

Desde então, a operação de resgate se depara com obstáculos severos, como visibilidade reduzida, cordas de tamanho inadequado e falta de estrutura. Ainda assim, imagens de drone feitas por turistas conseguiram localizar a brasileira, imóvel em uma área de difícil acesso.

Críticas à condução da operação

A lentidão e a falta de estrutura da operação têm gerado revolta entre os familiares. Um perfil criado por Mariana Marins para atualizar o público sobre o caso fez críticas duras às autoridades locais: “O parque segue com a sua atividade normalmente, turistas continuam fazendo a trilha, enquanto Juliana está precisando de socorro! Ela está sem água, comida e agasalhos. Vai passar mais uma noite sem resgate por negligência!”.

A irmã também negou informações divulgadas por autoridades da Indonésia e até pela embaixada brasileira em Jacarta, que chegaram a afirmar que Juliana havia recebido suprimentos. “Recebemos com muita preocupação que não é verdadeira a informação de que a equipe de resgate levou comida, água e agasalho para a Juliana. A informação que temos é que até agora não conseguiram chegar até ela, pois as cordas não tinham tamanho suficiente, além da baixa visibilidade”, afirmou Mariana.

Ela ainda denunciou a disseminação de vídeos forjados: “Todos os vídeos que foram feitos são mentiras, inclusive o do resgate chegando nela. O vídeo foi forjado para parecer isso, junto com essa mensagem associada a ele”.

Histórico da viagem e perfil da jovem

Juliana Marins é natural de Niterói, no Rio de Janeiro, e formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ. Também praticante de pole dance, vinha compartilhando detalhes do mochilão que fazia pela Ásia desde fevereiro, passando por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de seguir para a Indonésia.

Ela foi vista pela última vez por volta das 17h30 de sábado (horário local), em imagens de drone feitas por turistas. A trilha no Monte Rinjani é considerada desafiadora, e as condições climáticas na região costumam piorar nesta época do ano.

Segundo nota do Itamaraty, dois funcionários da embaixada brasileira foram enviados no sábado (22) para acompanhar pessoalmente o resgate. O influenciador digital “Kiki por aí”, que está no local, também se manifestou nas redes: “Estou bastante otimista que hoje a gente vai conseguir trazer a Juliana de volta. O tempo está totalmente limpo no Rinjani e isso é um bom sinal”.

O que se sabe até agora

  • Juliana caiu durante trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, no sábado (21, horário local);
  • Ela estava sozinha quando sofreu a queda e foi localizada apenas por um drone;
  • É o quarto dia de buscas; resgate ainda não conseguiu contato físico com ela;
  • Família denuncia falhas das autoridades locais e desinformação por parte da embaixada;
  • Juliana permanece sem água, comida e agasalho, segundo os relatos mais recentes.

A operação de retomada pode ser decisiva para salvar a vida da brasileira, cujo caso tem mobilizado as redes sociais e chamado atenção internacional.

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