Renato Machado quebra silêncio sobre morte de jornalista em Maricá e celebra decisão da Justiça

Deputado do PT celebrou no plenário da Alerj a impronúncia no caso Robson Giorno e recebeu manifestação de solidariedade de Guilherme Delaroli

Quase uma semana após a Justiça do Rio de Janeiro decidir que não há provas suficientes para levá-lo a júri popular no caso da morte do jornalista, empresário e advogado Robson Giorno, o deputado Renato Machado (PT) utilizou a sessão da Assembleia Legislativa (Alerj), nesta quarta-feira (17), para comentar pela primeira vez a decisão.

Em um discurso marcado por referências aos sete anos em que respondeu à acusação, o parlamentar comemorou o resultado do processo, relatou os impactos que o caso teve em sua vida e voltou a afirmar que a denúncia teve motivação política.

A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça na última sexta-feira (12). O juiz Felipe Carvalho Gonçalves da Silva concluiu que as provas reunidas durante a investigação e a instrução processual não eram suficientes para comprovar a autoria ou a participação dos acusados no crime ocorrido em maio de 2019, em Maricá.

Além de Machado, também foram impronunciados Vanessa da Matta Andrade, conhecida como Vanessa Alicate, e o policial militar reformado Davi de Souza Esteves.

Primeiro discurso sobre o caso

Ao abordar o tema, o deputado relatou as dificuldades enfrentadas desde que passou a responder à acusação. Segundo o deputado, o processo provocou desgaste ao longo dos anos e teve reflexos em sua vida pessoal e política.

Durante o pronunciamento, o parlamentar também sustentou que a denúncia foi resultado de disputas políticas, argumento que voltou a defender após a decisão judicial que impediu o encaminhamento do caso ao Tribunal do Júri.

Solidariedade em plenário

Responsável por conduzir a sessão, o deputado estadual Guilherme Delaroli (PL) manifestou solidariedade ao colega de Parlamento. Delaroli destacou a amizade e a reputação do petista e afirmou reconhecer os desafios enfrentados por ele durante o período em que esteve sob investigação.

A manifestação ocorreu logo após o pronunciamento do parlamentar, em um momento acompanhado pelos demais deputados presentes no plenário.

Entenda a decisão

A impronúncia judicial ocorre quando o magistrado entende que não há elementos suficientes para submeter os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Nesses casos, o processo não avança para a fase de julgamento popular, embora a decisão ainda possa ser questionada por meio de recursos.

Ao anunciar a decisão, a Justiça considerou insuficientes as provas produzidas para demonstrar a participação dos acusados na morte de Robson Giorno, executado a tiros em 2019. A conclusão encerra, nesta etapa, a ação penal contra os réus.

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