Em entrevista ao programa Roda Viva o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse ontem à noite que a perspectiva é que Jair Bolsonaro seja enquadrado em crime de responsabilidade pela forma como conduziu o enfrentamento à pandemia. Renan afirmou que o presidente prevaricou no caso Covaxin.
“Não há nenhuma dúvida” quanto a esse crime de Bolsonaro, disse o deputado. E acrescentou: “Estamos avançando para recolher suas digitais na negociação da Covaxin, que era a única vacina que Bolsonaro queria. Ele estava pedindo para (o governo) comprar 20 milhões de doses da Covaxin, enquanto negava 170 milhões de doses da OMS, da Pfizer e do Butantan.” Bolsonaro, disse, “praticou todo tipo de ilegalidade e de crime”.
No decorrer da entrevista, o relator da CPI também disse que o filho do presidente, o senador Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ), cometeu o crime de advocacia administrativa – quando um servidor defende interesses particulares no órgão público em que trabalha.
“Ele fez uma confissão na CPI de que estava fazendo advocacia administrativa, ao dizer que levou o dono da Precisa (Francisco Maximiano) ao BNDES”. Renan disse ainda que Maximiano não depôs na CPI por ter fugido duas vezes dessa obrigação.






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