Relatório da Comissão da Mulher da Alerj aponta a violência doméstica como a mais comum entre as mulheres

Relatório da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), relativo ao primeiro semestre de 2023, indica que a violência doméstica é mais comum entre as mulheres, sendo a agressão física, psicológica e patrimonial as mais comuns. A comissão também identificou sobreposição de diversas violências numa mesma vítima. Entre as…

Relatório da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), relativo ao primeiro semestre de 2023, indica que a violência doméstica é mais comum entre as mulheres, sendo a agressão física, psicológica e patrimonial as mais comuns. A comissão também identificou sobreposição de diversas violências numa mesma vítima.

Entre as formas de atendimento, destaca-se que 54,2% dos casos chegam à Comissão pela linha 0800 e 41,7% por busca presencial. Em geral, após as primeiras orientações por telefone, são agendados os atendimentos presenciais. Ocorreram ainda atendimentos por videoconferências ou em espaços externos.

O documento mostra ainda que houve aumento dos casos de feminicídios. Em 2022, o país registrou 495 casos, sendo que só no Estado do Rio foram 103.  Já em relação a violência obstétrica, há denúncias de abusos, maus tratos, negligência e desrespeito durante a gravidez.

“A Sala Lilás é um espaço muito importante para as mulheres do Rio de Janeiro, que podem contar com o auxílio de uma equipe multidisciplinar para enfrentar as violências que elas atravessam. O Rio se configura como o segundo colocado no ranking de estados com maior número de feminicídios e nós precisamos combater esse índice com políticas efetivas que garantam os direitos das mulheres, principalmente a vida”, destacou Renata Souza.

“A Comissão atua no enfrentamento ao machismo, ao sexismo, ao racismo e à LGBTfobia que impactam na vida e na saúde das mulheres. Desde março de 2023, contamos com a “Sala Lilás”, que atende e orienta em inúmeras situações. O Rio se configura como o segundo colocado no ranking de estados com maior número de feminicídios e nós precisamos combater esse índice com políticas efetivas que garantam os direitos das mulheres, principalmente a vida”, disse Renata Souza (Psol), presidente da comissão.

O atendimento às mulheres acontece presencialmente ou por telefone, de segunda a sexta, das 10h às 18h. A Sala Lilás localiza-se na sede da Alerj, na Rua da Ajuda, número 05, Centro do Rio. Fica no 23º andar, na sala 2320, e o telefone de contato é 0800 282 0119.

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