A rejeição da população brasileira à anistia de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro segue em alta. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8), 47% dos entrevistados se disseram contra qualquer tipo de anistia — um aumento de seis pontos percentuais em relação a setembro, quando o índice era de 41%, informa PlatôBR.
O levantamento, feito entre os dias 5 e 7 de outubro, mostra que apenas 35% da população é favorável à anistia, inclusive para o ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 8% defendem que o perdão se aplique apenas aos condenados pelos ataques golpistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Maioria considera penas justas
Além da rejeição à anistia, a pesquisa também investigou a percepção sobre as punições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Para 52% dos entrevistados, as penas foram justas; já 37% acham que as punições foram muito duras e apoiam o projeto de lei em discussão no Congresso que busca rever a dosimetria das sentenças.
Rejeição à PEC da Blindagem também cresce
Outro dado relevante é o aumento no repúdio à chamada “PEC da Blindagem”, proposta que buscava restringir o alcance de decisões judiciais contra parlamentares e foi recentemente arquivada no Senado. Em setembro, 53% dos brasileiros já se mostravam contrários à medida; agora, o índice chegou a 63%.
Protestos reforçaram posição da sociedade
Metade dos entrevistados (51%) afirmou ter tomado conhecimento das manifestações populares contra a anistia e a PEC da Blindagem. Para 43%, os protestos foram expressivos, enquanto 18% consideraram que tiveram pouca adesão. Entre os que acompanharam o tema, 39% avaliaram que o governo federal saiu mais fortalecido politicamente após as mobilizações, contra 30% que viram enfraquecimento.
Realizada com 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do país, a pesquisa Genial/Quaest reflete o clima de endurecimento da opinião pública diante das tentativas de reabilitar politicamente os responsáveis pelos ataques às instituições democráticas.






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