Regina Duarte e Gabriela Duarte voltam a atuar juntas após duas décadas. As atrizes estão no elenco de “A Filha da…”, comédia dirigida por Darson Ribeiro que estreia em São Paulo e marca uma nova parceria entre mãe e filha no teatro.
Na montagem, Gabriela interpreta uma mulher obcecada pela princesa Diana que, após um acidente, mata o marido e tenta esconder o crime com a ajuda da mãe, personagem vivida por Regina. A produção também conta com Vinícius Tardelli e Clau Carvalho.
O espetáculo se passa nos anos 1990 e aposta em uma história fora do padrão dos trabalhos que as duas fizeram anteriormente. Para Regina, a peça rompe com a imagem de mãe e filha marcada por produções como “Por Amor”, novela exibida entre 1997 e 1998.
Atriz relembra passagem pela política
Durante a entrevista, Regina foi questionada sobre as consequências pessoais de ter assumido um cargo no governo de Jair Bolsonaro. A atriz comandou a Secretaria Especial da Cultura por 74 dias, em 2020, após deixar a TV Globo depois de cinco décadas de contrato.
Regina afirmou que não considera ter sofrido prejuízo pessoal com a experiência e disse que retomou sua vida após deixar o cargo. Segundo ela, algumas pessoas ainda não perdoaram sua decisão de entrar na política e outras também não aceitaram seu retorno à carreira artística.
A atriz também declarou que não tem atualmente o objetivo de voltar a ocupar uma secretaria ou assumir um ministério. Questionada se pretende deixar a política definitivamente de lado, porém, afirmou que continua aberta às possibilidades futuras.
Regina evita revelar voto e critica remake de Vale Tudo
Ao ser questionada sobre Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e candidato do Partido Liberal à Presidência, Regina preferiu não revelar se mantém a mesma admiração que já declarou ter por Jair Bolsonaro. A atriz também não informou em quem pretende votar.
A entrevista ainda abordou “Vale Tudo”, novela em que Regina Duarte interpretou Raquel Acioli na versão original, exibida em 1988 e 1989. A atriz criticou as alterações feitas no remake produzido recentemente e afirmou não reconhecer a personagem na nova versão.
Para Regina, as mudanças foram tão significativas que a produção não deveria ter mantido o título da novela original. A atriz disse que não acompanhou a nova versão, mas afirmou que considerou inadequadas as alterações feitas na história da protagonista.
Relação artística entre mãe e filha
Regina e Gabriela Duarte construíram uma trajetória conjunta na televisão e no teatro. Além de “Por Amor”, as duas trabalharam na minissérie “Chiquinha Gonzaga” e na peça “Honra”, ambas em 1999.
Depois desses trabalhos, Gabriela decidiu seguir uma trajetória mais independente para construir sua própria identidade profissional. Agora, mãe e filha retomam a parceria em “A Filha da…”, em uma produção que apresenta personagens diferentes daqueles que marcaram a carreira das duas.
A peça está em cartaz no Teatro BDO Jaraguá, em São Paulo, com sessões às quintas, sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. A temporada está prevista até 27 de setembro, com ingressos entre R$ 100 e R$ 200 e classificação indicativa de 14 anos.







Deixe um comentário