O violento saque a um caminhão de carne ocorrido nesta quarta-feira (6) na comunidade da Pedreira, em Costa Barros, revela uma realidade alarmante na Zona Norte do Rio de Janeiro: os roubos de carga na área da 39ª DP (Pavuna), que abrange também os bairros de Acari, Barros Filho, Parque Colúmbia e Pavuna, mais do que dobraram em 2025.
De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), entre janeiro e junho deste ano foram registrados 92 casos de roubo de carga na região, contra 44 no mesmo período de 2024 — um salto de 110%. A escalada da violência, no entanto, não é um fenômeno isolado: em todo o estado do Rio de Janeiro, o ISP contabilizou 1.575 ocorrências no primeiro semestre, frente a 1.234 no ano anterior.
Prejuízo estimado em R$ 1 milhão
O episódio desta quarta, amplamente repercutido após as imagens do Globocop — helicóptero da TV Globo — mostrarem uma multidão cercando um caveirão da PM enquanto saqueava o caminhão, chamou atenção não apenas pelo impacto visual, mas também pelo prejuízo. Em entrevista ao telejornal RJ2, da TV Globo, o presidente do Sindicato das Empresas de Carga e Logística do Rio (Sindicarga), Filipe Coelho, estimou o rombo em torno de R$ 1 milhão.
Apenas 40 caixas de carne foram recuperadas pela Polícia Militar. O roubo começou com a interceptação do caminhão por dois criminosos armados, que fizeram o motorista refém. Após abandonarem o veículo, moradores da região iniciaram o saque em massa, mesmo com a presença de um blindado da PM no local.
PM fala em “falência social” e reforça policiamento
Também ao RJ2, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, justificou a atuação da corporação diante da multidão. Ele afirmou que os policiais tentaram conter o saque de forma “profissional e equilibrada”, mas se viram diante de um cenário que fugiu ao controle.
O secretário também anunciou reforço no patrulhamento da região da Pavuna e áreas vizinhas, com foco na estabilização do território e na investigação dos responsáveis pelo roubo.






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