As principais plataformas digitais, como Meta, X (antigo Twitter), Google e TikTok, ignoraram a audiência pública convocada pela Advocacia-Geral da União (AGU) nesta quarta-feira (22). O encontro buscava debater políticas de moderação de conteúdo em redes sociais, especialmente após anúncios de mudanças significativas, como a substituição de checagem de fatos por “notas da comunidade”, um sistema similar ao já utilizado pelo X.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, lamentou a ausência das empresas, mas reforçou a intenção do governo de manter o diálogo aberto: “As plataformas preferiram não participar. No entanto, o governo vai continuar dialogando com todas elas. As portas da AGU estarão sempre abertas.”
O evento reuniu cerca de 45 participantes, entre especialistas, acadêmicos, organizações da sociedade civil e agências de checagem de fatos. Durante a audiência, Jorge Messias destacou a importância das redes sociais para a sociedade, mas alertou sobre os riscos decorrentes do uso indevido dessas plataformas:
“Nossa preocupação é proteger os empresários, consumidores e a sociedade em geral de crimes. Queremos criar um ambiente seguro. Vamos organizar esses subsídios e repassar ao STF para ajudar na compreensão do fenômeno que está em curso.”
A ausência das plataformas ocorre em um momento de intensificação do debate sobre segurança e liberdade de expressão nas redes sociais. Recentemente, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciou mudanças estruturais em suas plataformas, incluindo a substituição da checagem de fatos por um sistema colaborativo, que segundo ele busca reduzir erros e censura. Em comunicado à AGU, a Meta afirmou que as mudanças ainda estão em fase de testes nos Estados Unidos e não foram implementadas no Brasil.
Apesar da justificativa, a ausência das plataformas foi interpretada como um sinal de resistência ao debate. A AGU, por sua vez, afirmou que o diálogo pode continuar no ambiente digital e reforçou a necessidade de colaboração para enfrentar os desafios impostos pelo uso inadequado das redes sociais.
Com informações de Metrópoles





