Um turista canadense de 24 anos permanece internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, após ser vítima de tortura durante dois dias em um apartamento na região. Segundo a direção da unidade, o estado de saúde dele é estável.
O principal suspeito do crime é um homem de origem belga, de 25 anos. O caso mobilizou equipes da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), que o localizaram no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, quando ele se preparava para embarcar para Colômbia.
Prisão no aeroporto
A detenção ocorreu na madrugada de sexta-feira, após trabalho de inteligência que indicou a tentativa de fuga. A operação contou com o apoio da Polícia Federal. Segundo os investigadores, o suspeito foi autuado em flagrante por tortura e extorsão qualificada.
De acordo com a polícia, o estrangeiro nega as acusações. Ele deverá passar por audiência de custódia, na qual a Justiça vai decidir sobre a manutenção da prisão.
Cárcere e agressões
As investigações apontam que o canadense foi mantido em cárcere privado por cerca de 48 horas. Durante esse período, ele teria sido submetido a agressões físicas, incluindo golpes de faca em diferentes partes do corpo, além de ameaças e episódios de asfixia.
Os ataques tinham como objetivo forçar a entrega de US$ 5 mil. Ainda segundo a apuração policial, o suspeito também teria ameaçado familiares da vítima no Canadá. Diante das ameaças, parentes teriam transferido US$ 35 mil a uma pessoa ligada ao investigado no exterior.
Resgate e atendimento
A vítima conseguiu escapar do local onde estava sendo mantida e recebeu ajuda de uma pessoa na rua, que acionou o Corpo de Bombeiros. Ele foi encaminhado ao Hospital Souza Aguiar, onde permanece sob cuidados médicos.
Mesmo após a internação, o suspeito teria continuado a enviar mensagens com ameaças ao celular da vítima, o que reforçou as investigações e acelerou a busca policial.
Relação entre os envolvidos
Segundo o relato prestado à polícia, vítima e suspeito já se conheciam anteriormente. O canadense era amigo do irmão do investigado, e os dois teriam mantido contato antes de se encontrarem fora do Brasil.
Eles passaram por países como República Dominicana e Colômbia antes de chegarem ao Rio no último dia 17. O crime teria ocorrido poucos dias depois, no imóvel onde a vítima estava hospedada.
As autoridades brasileiras informaram o caso às autoridades canadenses, que também acompanham as investigações para identificar possíveis envolvidos fora do país.






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