O aumento das queixas de perturbação do sossego foi tema de audiência pública realizada nesta terça-feira (11) pela Comissão de Segurança e Ordem Pública da Câmara dos Vereadores. O encontro foi motivado pelo aumento nas reclamações na Central 1746 da prefeitura.
Segundo dados do Data Rio, as reclamações registradas no canal mais que dobraram desde o ano passado: passaram de 9 mil, em 2024, para mais de 19 mil neste ano. Os bairros com mais denúncias são Botafogo, Camorim, Copacabana, Leblon e Barra da Tijuca.
Moradores cobram mais fiscalização
Presentes no encontro, representantes de associações de moradores desses locais foram à tribuna para pedir que a prefeitura endureça as fiscalizações em bares e restaurantes que desrespeitam as regras. A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), responsável pelas vistorias, e o Ministério Público do Rio (MPRJ) foram convidados para detalhar as ações de controle, mas não compareceram ao encontro, o que gerou críticas de moradores e parlamentares.
Pela Guarda Municipal, o subinspetor José Carlos Sebastião Pinto afirmou que a corporação mantém equipes de plantão em diferentes áreas da cidade. “Temos equipes atuando 24 horas por dia e canais oficiais de denúncia, como o 1746, a Ouvidoria e o Ministério Público”, disse.
Câmara promete cobrar prefeitura
Presidente da comissão organizadora, Rogério Amorim (PL) afirmou que o grupo vai apresentar um requerimento de informação à prefeitura cobrando a relação das multas aplicadas a estabelecimentos e esclarecimentos sobre os processos de cassação de alvarás.
“A desordem urbana se tornou endêmica na cidade e não é restrita à Zona Sul ou ao Centro. Virou caso de saúde pública. As pessoas não conseguem mais dormir”, pontuou Amorim.
Talita Galhardo (PSDB), que antes de ganhar uma cadeira no Palácio Pedro Ernesto já teve um lugar no Executivo, sublinhou que os gestores municipais têm poder para agir quando necessário, cobrando uma fiscalização mais dura por parte dos antigos colegas. “Quando eu era subprefeita [de Jacarepaguá], fechei uma churrascaria em Rio das Pedras e um bar na Freguesia. Um subprefeito pode tomar atitudes enérgicas”. A parlamentar sugeriu a criação de um grupo de trabalho para discutir medidas de controle e fiscalização.






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