O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), preso nesta segunda-feira (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), entrou no país após deixar o Brasil de forma clandestina pela fronteira com a Guiana, em setembro de 2025, segundo a Polícia Federal.
De acordo com a investigação, Ramagem saiu por Roraima e atravessou de carro a fronteira terrestre até a Guiana. Ele seguiu até Georgetown, capital do país, de onde embarcou de avião com destino aos Estados Unidos.
O ex-parlamentar estava foragido desde então. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado, em razão da trama golpista do 8 de janeiro de 2023.
Fuga do país ocorreu em meio a julgamento do deputado
A Polícia Federal aponta que a fuga ocorreu antes da conclusão do julgamento no STF. Ramagem deixou o país enquanto ainda respondia ao processo na Corte.
A inclusão do nome do ex-deputado na lista da Interpol, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, permitiu que ele fosse localizado e detido no exterior.
O governo brasileiro formalizou o pedido de extradição em janeiro de 2026. A documentação foi encaminhada às autoridades dos Estados Unidos por meio da Embaixada do Brasil em Washington.
Com a prisão pelo ICE, a expectativa é que o processo avance para que Ramagem seja enviado de volta ao Brasil para cumprir a pena.
Ex-deputado fugiu com apoio de empresário
As investigações também apontam que Ramagem contou com apoio para deixar o país. Segundo a PF, o ex-deputado teve ajuda do empresário Celso Rodrigo, de 27 anos, filho do também empresário e garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, amigo do ex-parlamentar.
Celso Rodrigo de Mello foi preso no último sábado (12), em Manaus, suspeito de financiar e dar suporte logístico à fuga. A defesa dele afirma que as acusações não condizem com os fatos.






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