A agência de imigração dos Estados Unidos retirou a ficha e a foto de Alexandre Ramagem da lista de detidos, e aliados bolsonaristas passaram a agradecer ao presidente Donald Trump pela liberação do ex-deputado federal. Ramagem já está em casa com a família, na Flórida, nesta quarta-feira (15), dois dias após ter sido preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).
A informação foi confirmada por agentes da Polícia Federal e por aliados do ex-parlamentar, como o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Paulo Figueiredo. O nome de Ramagem, que constava no sistema do ICE e também no site do condado de Orange, deixou de aparecer nas listas oficiais de detidos.
Na terça-feira (14), autoridades locais haviam divulgado uma imagem do ex-deputado durante a custódia, vestindo um moletom verde, e confirmado a prisão. No entanto, os órgãos norte-americanos evitaram detalhar as circunstâncias da detenção.
De acordo com um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Ramagem estava com o visto de turista expirado, o que poderia levar à deportação. Ainda assim, aliados afirmam que a situação migratória foi considerada regular após reavaliação.
O empresário Paulo Figueiredo, que disse ter atuado nos bastidores da liberação, negou pagamento de fiança e afirmou que o caso foi resolvido administrativamente. “Com boa vontade, foi verificado que a situação imigratória dele é absolutamente regular”, declarou. Ele também disse que Ramagem não responderá a processo criminal nos Estados Unidos.
Nas redes sociais, Allan dos Santos comemorou a soltura. Já o deputado Eduardo Bolsonaro agradeceu diretamente a Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, e afirmou que Ramagem “merece asilo” nos Estados Unidos.
Ramagem foi preso na segunda-feira (13). Segundo a Polícia Federal, a detenção ocorreu no âmbito de cooperação internacional com autoridades americanas. Já aliados contestam essa versão e dizem que o episódio teria começado após uma infração de trânsito leve, que levou a uma verificação migratória.
Ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado, além da perda do mandato parlamentar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o ex-deputado deve retornar ao Brasil para cumprir a pena. “Ele foi condenado a 16 anos neste país. Tem que voltar para cumprir sua pena”, disse em entrevista a veículos independentes.
O caso segue cercado de versões divergentes sobre os motivos da prisão e da liberação, enquanto o futuro jurídico de Ramagem depende de eventuais medidas envolvendo cooperação internacional e possível processo de deportação.





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