Em vídeo publicado nesta quarta-feira (15) nas redes sociais Rebeca Ramagem, esposa do ex-deputado federal cassado e ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem (PL-RJ,), celebrou a liberdade do marido e classificou o episódio como “dias duros” marcados por “injustiça”.
Ao lado das duas filhas do casal, Rebeca afirmou que a família viveu momentos de “dor, tristeza, ansiedade e pânico”, mas disse manter a fé. “Com Deus, a gente vai estar sempre do lado do Ramagem, do meu marido, pai das minhas filhas”, declarou. Ela também afirmou confiar nas instituições, desde que atuem “sem abuso e sem violência”.
No mesmo vídeo, Rebeca aproveitou para fazer uma declaração política e manifestou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para a eleição presidencial de 2026. “Vamos continuar juntos, vamos mudar esse país […] para isso a gente precisa de Flávio Bolsonaro presidente”, disse.
Rebeca também divulgou um vídeo das filhas recebendo e abraçando Alexandre Ramagem quando ele chegou em casa após soltura.
Prisão e soltura nos Estados Unidos
Alexandre Ramagem foi preso na última segunda-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), em Orlando, na Flórida. Segundo autoridades americanas, a detenção ocorreu por questões migratórias, já que ele estava com o visto vencido após perder o passaporte diplomático.
O ex-parlamentar permaneceu detido por dois dias e foi liberado na tarde desta quarta-feira (15). A prisão aconteceu meses após Ramagem deixar o Brasil, em setembro de 2025, durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou em sua condenação a 16 anos de prisão por participação na trama golpista de 8 de Janeiro.
De acordo com investigações da Polícia Federal, Ramagem saiu do país pela fronteira com a Guiana, passando por Bonfim, em Roraima. A fuga ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes votou por sua condenação, decisão que levou à decretação de sua prisão.
Em dezembro de 2025, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição junto às autoridades dos Estados Unidos. O processo foi encaminhado por meio da Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado americano.
A Polícia Federal afirma que a prisão nos EUA contou com cooperação entre os dois países. Já aliados de Ramagem contestam essa versão e dizem que a detenção teria ocorrido após uma infração de trânsito, que levou à verificação da situação migratória.





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