O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, se posicionou sobre a ala “Neoconservadores em conserva” da escola de samba Acadêmicos de Niterói, cujo enredo homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A representação mostrou famílias dentro de latas, algumas com referências religiosas. Quaquá destacou que quem deseja governar o país “precisa entender o Brasil real” e que o PT não pode ignorar os conservadores nos costumes.
“O PT nasceu como um partido popular, e partido popular não escolhe pedaço do povo. Uma parte significativa do nosso povo pensa assim e merece respeito”, afirmou Quaquá em suas redes sociais.
Críticas à ala provocam repercussão nacional
A ala que retratou famílias conservadoras provocou reações na sociedade e na política. A oposição criticou a escola e o presidente, enquanto frentes evangélica e católica divulgaram notas cobrando responsabilização dos responsáveis pelo desfile.
Uma pesquisa do Instituto Ideia, divulgada quatro dias após a passagem da escola, mostra que 61,1% dos evangélicos consideraram a ala ofensiva à liberdade religiosa, 11% avaliaram como crítica artística legítima, 8,7% viram como sátira aceitável e 19,2% não souberam opinar.
Impacto político entre eleitores conservadores
O episódio gerou potencial impacto eleitoral. Dados da pesquisa Genial/Quaest indicam que 61% dos evangélicos desaprovam Lula, enquanto 34% aprovam sua gestão. No cenário geral, o índice desfavorável ao governo é de 49% contra 45% favorável.
Lideranças do PT apontam que gestos de aproximação ao segmento evangélico podem ser necessários para reduzir desgastes junto a esse eleitorado.
Lula e Palácio do Planalto reagem à polêmica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre as críticas ao desfile:
— Eu não penso. Porque primeiro eu não sou o carnavalesco, eu não fiz o samba-enredo, eu não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas sou homenageado em uma música maravilhosa — disse Lula em Nova Déli, na Índia.
O Palácio do Planalto também se manifestou. O ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirmou que postagens críticas ao governo foram impulsionadas e qualificou o debate como oportunismo eleitoral. O PT avalia ingressar com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tratar do tema.






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