Prefeito eleito de Maricá com 73% dos votos, o vice-presidente nacional do PT Washington Quaquá foi às redes sociais para advertir a cúpula partidária sobre a necessidade de uma guinada na estratégia eleitoral da sigla, sob pena de derrota em 2026, quando Lula disputará a reeleição.
“Tá na hora de mudar ou seremos derrotados no momento que não podemos, em 26!”, afirmou.
Quaquá defende escolhas de candidaturas às administrações municipais e aos governos estaduais idelogicamente amplas, com capacidade de diálogo com setores conservadores da periferia e da classe média.
O pragmatismo estratégico do petista o faz tocar diretamente na “ferida”, indo ao ponto sem rodeios. Ele criticou o apoio a Boulos em São Paulo, sugerindo nomes da centro-esquerda, palatáveis a setores mais conservadores.
“Boulos era a crônica de uma morte anunciada! A candidatura errada na cidade errada! Havia Márcio França, Tabata Amaral e até a Ana Stella Haddad que nunca disputou eleição, mas poderia dialogar com uma ala mais conservadora nas periferias e classe média. Escolhemos uma candidatura com um teto de limite de eleitor de esquerda. Parece que voltamos a reaprender a gostar de perder”, advertiu.
O petista disse que fizera a mesma crítica na eleições de 2022, quando PT, no Rio, apoiou Marcelo Freixo:
“Eu já havia alertado isso com Freixo no Rio pra governador! Felizmente fomos amplos e apoiamos Eduardo Paes no Rio esse ano! Nos lugares em que fomos amplos, como em Fortaleza, com candidatura para além da esquerda, com pautas econômicas e sociais e não comportamentais, nós ganhamos”, enfatizou.
Quaquá criticou também o comportamento dos integrantes do governo federal pela atuação desleixada na coordenação política da base:
“O PT precisa rever suas pautas e suas prioridades urgentemente! E o governo federal também não atuou coordenado e apoiando sua base. Age como se não tivesse responsabilidade com as eleições e a luta política real no território”, alfinetou.





