A disputa por uma das vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2026 começa marcada pelo equilíbrio entre os principais nomes. Levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta segunda-feira (27) indica que o ex-governador Cláudio Castro lidera as intenções de voto, com 12%, seguido de perto pela deputada federal Benedita da Silva, que aparece com 10%.
Apesar da vantagem numérica, a diferença está dentro da margem de erro de três pontos percentuais, o que configura empate técnico entre os dois candidatos no principal cenário analisado. O resultado reforça um quadro ainda indefinido, com espaço para mudanças ao longo da campanha.
Na sequência, aparecem empatados com 6% o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi e o deputado federal Marcelo Crivella. Logo atrás, o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, soma 4%. Outros nomes também foram citados, como Waguinho e Alessandro Molon, ambos com 3%, além de Mônica Benício com 2%. Pedro Paulo e Luciana Boiteux registraram 1% cada.
O levantamento também chama atenção para o elevado número de eleitores indecisos, que chegam a 18%, além de 34% que declararam voto branco, nulo ou afirmaram não votar. Esses dados indicam um cenário ainda aberto, com grande potencial de mudança conforme a campanha avance.

Cenário sem Castro muda liderança
A pesquisa também simulou um cenário sem a presença de Cláudio Castro, que foi considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral em decisão recente. Nessa hipótese, Benedita da Silva assume a liderança com 11% das intenções de voto.
Nesse mesmo cenário, Marcelo Crivella aparece com 8%, seguido por Felipe Curi, com 7%, e Márcio Canella, com 6%. A mudança evidencia o impacto direto da possível ausência de Castro na configuração da disputa.
Mesmo assim, a participação do ex-governador ainda não está descartada. Ele pode recorrer da decisão e disputar a eleição sub judice, ou seja, com candidatura pendente de julgamento definitivo.

Metodologia da pesquisa
O levantamento ouviu 1.200 eleitores entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral.
O cenário apresentado aponta para uma corrida competitiva e ainda indefinida, com múltiplos candidatos na disputa e forte presença de eleitores indecisos, o que tende a manter o quadro em aberto nos próximos meses.





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