PT fluminense aprova resolução de apoio a Freixo ao Governo e Ceciliano ao Senado

O Diretório estadual do PT fluminense aprovou, na manhã deste domingo, em reunião virtual, resolução de apoio às candidaturas de Marcelo Freixo (PSB) ao governo e André Ceciliano (PT) ao Senado. O documento reafirma a intenção do partido, já manifestada publicamente pelo ex-presidente Lula, de se somar ao PSB na disputa do governo, ocupando, contudo,…

O Diretório estadual do PT fluminense aprovou, na manhã deste domingo, em reunião virtual, resolução de apoio às candidaturas de Marcelo Freixo (PSB) ao governo e André Ceciliano (PT) ao Senado. O documento reafirma a intenção do partido, já manifestada publicamente pelo ex-presidente Lula, de se somar ao PSB na disputa do governo, ocupando, contudo, em caráter irrevogável, a vaga ao Senado com Ceciliano.

-Hoje, avançamos muito no fortalecimento da candidatura de Lula no Rio, formalizando nosso apoio a Marcelo Freixo e reafirmando o nome de André Ceciliano para o Senado. São essas nossas deliberações e com base nelas vamos à luta pela vitória de Freixo, Ceciliano e, fundamentalmente, de Lula – afirmou o presidente do PT-RJ, João Maurício.

A aprovação da candidatura de André Ceciliano se deu por aclamação, com a unanimidade dos votos. Já o nome de Marcelo Freixo foi aprovado por folgada maioria, 50 votos a três.

No próximo dia 30 de abril, será feito o lançamento oficial da pré-candidatura do petista ao Senado numa casa de shows em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense O evento pretende reunir uma grande quantidade de prefeitos e parlamentares de diversos partidos.

– Após quatro mandatos como deputado estadual e há quase cinco anos como presidente da Alerj, sei que tenho muito mais a contribuir com o meu estado estando em Brasília do que no Rio, porque boa parte dos temas que interessam ao Rio hoje são da esfera nacional. Serei o senador do presidente Lula fazendo a defesa do Rio em Brasília – comemorou André, após o resultado.

Leia a íntegra da resolução aprovada:

Para o Rio de Janeiro ser feliz, Lula presidente, Freixo governador e André Senador

  1. Depois de 2 anos de pandemia, e no último ano desgoverno Bolsonaro, no Estado do Rio a miséria e o desemprego se mantém acima da média nacional, conforme dados do IBGE e da FGV. Observamos também aumento do sub emprego e uma forte redução do poder aquisitivo das famílias.
  2. A violência se agravou. Todos os dias, crianças, jovens, mulheres e homens são assassinadas por balas perdidas ou achadas. Parcela crescente dos territórios é dominada pela milícia ou pelo narcotráfico. Além do avanço da violência de gênero, que atravessa os corpos, sobretudo, das mulheres negras, que a cada 12 horas uma mulher morre por feminicidio no ERJ.
  3. Faltam oportunidades, empregos e moradia. O transporte público está em colapso. Na capital o BRT e os ônibus comuns, têm sido um pesadelo urbano, diariamente para vida dos trabalhadores e das trabalhadoras. Na região metropolitana, o quadro é de calamidade nos ônibus, trens, metrô e barcas e ainda, o aumento da tarifa do metrô neste início do mês de abril, cujo valor passa de R$5,80 para R$6,50, pesando no orçamento da população, mais uma vez. A Saúde e a Educação pública são subfinanciadas.
  4. O Rio sofre com a ausência um projeto de desenvolvimento para o nosso Estado. Sofre com a cruel política de austeridade de Bolsonaro-Guedes, que pressiona por cortes de gastos sociais e cortes nos direitos do funcionalismo. O Rio sofre com o autoritarismo de um projeto, que ameaça à liberdade de expressão e o ensino laico, que por decreto quer militarizar o projeto transformador de ensino técnico profissional das FAETEC.
  5. O Rio padece com o sucateamento das universidades, com o subfinanciamento do SUS, com o fim do Minha Casa Minha Vida, com os cortes nas políticas sociais, com a redução dos investimentos da Petrobras, e com o fim da política de conteúdo local.
  6. Castro não enfrenta Bolsonaro. De fato, é cúmplice dessa política, quando aceitou a venda da Cedae, único e lucrativo ativo do Rio de Janeiro. Aceitou sem luta, porque apoia Bolsonaro, e porque queria utilizar os recursos da privatização para alavancar seu projeto de reeleição.
  7. Mesmo assim, Bolsonaro rejeitou a proposta de Regime de Recuperação Fiscal, aprovada na Alerj. E exige mais cortes em investimentos e gastos sociais. O Rio é refém de Bolsonaro.
  8. Como o Brasil, o Rio precisa de um projeto de reconstrução ,que aproveite os centros de pesquisa e nossas universidades para atrair investimentos em novas tecnologias. como o complexo da saúde desenvolvido pela Fiocruz na Zona Oeste.
  9. O Rio precisa de um projeto de desenvolvimento, que interrompa esse ciclo neoliberal, recupere sua indústria naval, que conclua o projeto do COMPERJ, que use a riqueza do petróleo e do gás para reindustrializar o nosso estado e financiar a transição energética para uma economia de baixo carbono.
  10. O povo do Rio precisa de uma parceria com a União, que retorne com políticas de moradia popular, como o Minha Casa Minha Vida, de políticas sociais estruturadas e de sucesso, como um Bolsa Família . Em Marica, temos exemplos de políticas sociais de sucesso, como o mumbuca, uma moeda social, o vermelhinho, transporte público com tarifa zero, que devem ser uma referência para nossas propostas para o Rio.
  11. A saída para o povo do nosso Estado, é a eleição de um presidente, de um governador, e de representantes no Senado e na Câmara, que sejam parceiros, no resgate da sua gente, da economia, do emprego, dos serviços públicos e do meio ambiente.
  12. Para nós, do Diretório Estadual do PT, é chegada a hora de construir uma candidatura vitoriosa e um governo que recomponha a economia fluminense, restabelecendo nossa indústria. Um governo que devolva o emprego e à dignidade ao povo do nosso estado, com políticas públicas para pôr fim à miséria e à carestia. Essa é a chapa da aliança nacional entre o PT, PC do B, PV, Rede, PSOL e o PSB, e no seu desdobramento no ERJ, representada nas candidaturas de Lula para presidente, Marcelo Freixo para governador e André Ceciliano para senador. Essas candidaturas representam a unidade e a diversidade dessa ampla frente democrática no Rio.
    Além disso, precisamos de uma bancada federal e estadual que seja forte, combativa, representativa e diversa, sem a qual será difícil defender o nosso programa de governo e a recuperação desse país e do Estado do Rio de Janeiro.
  13. Todavia, frente ao enorme desafio de reconstrução do Brasil e de defesa da democracia, ameaçada por Bolsonaro e seus aliados de extrema direita, que no Rio são reforçados pelas milícias, continuaremos envidando esforços para ampliar essa aliança para outros setores populares e democráticos.

Lula presidente!
Freixo Governador!
André Senador!

Rumo à vitória!
Viva o Rio de Janeiro!

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