Parlamentares do PSOL acionaram a Polícia Federal para investigar a divulgação de listas de boicote e relatos de intimidação contra trabalhadores e comerciantes identificados como apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A representação aponta possíveis crimes de ameaça, perseguição e constrangimento ilegal, informa Ancelmo Góis, em O Globo.
O documento reúne episódios registrados em ao menos cinco estados: São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Rondônia. Também cita ocorrências em cidades como Lucas do Rio Verde (MT), Botucatu (SP), Ponta Grossa (PR), Teresópolis (RJ) e Guajará-Mirim (RO).
Mensagens circulam em grupos de WhatsApp
Segundo a representação, uma das práticas relatadas é a circulação de listas em grupos de WhatsApp com nomes de empresários, comerciantes, autônomos e outros profissionais apontados como simpatizantes do PT. A intenção, conforme o documento, seria prejudicar economicamente essas pessoas por suas convicções políticas.
As mensagens mencionadas incluem propostas de demissão e exclusão de trabalhadores. Há ainda relatos de tentativas de impedir a entrada de ônibus com trabalhadores nordestinos e de referências explícitas à violência armada, como a frase “Só na bala agora”.
Os signatários afirmam que a exposição pública e a pressão econômica podem configurar intimidação por motivos políticos. “Nenhum cidadão pode ser ameaçado, perseguido ou constrangido ilegalmente por sua preferência partidária ou pelo exercício de seus direitos políticos”, diz a representação.
Pedido busca identificar responsáveis
O documento foi assinado pelos deputados estaduais Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi, todos do PSOL de São Paulo. Eles pedem que a Polícia Federal identifique quem elaborou e disseminou as listas e apure se houve coordenação entre grupos de diferentes estados.







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