O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a justificar sua ausência na Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4), em São Paulo. Embora não tenha participado presencialmente da 34ª edição do maior evento evangélico do país, o petista enviou uma mensagem aos organizadores e aos fiéis por meio de uma ligação telefônica feita ao ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, que representou o governo federal na celebração.
A conversa ocorreu enquanto Messias acompanhava a marcha ao lado do apóstolo Estevam Hernandes, fundador e organizador do evento. Durante o telefonema, Lula afirmou que evita participar de eventos religiosos durante períodos eleitorais para não dar margem a interpretações de que estaria utilizando a fé para obter ganhos políticos.
“Eu não participo de nada da religião em época de eleição, porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando ter proveito político de uma coisa sagrada”, declarou o presidente.
Intertítulo: Mensagem aos fiéis
Além de explicar sua ausência, Lula aproveitou a ligação para manifestar apoio à realização da Marcha para Jesus e recordar sua relação com a história do evento.
O presidente afirmou estar satisfeito com a realização da manifestação religiosa e destacou a importância que atribui à celebração. Durante a conversa, também relembrou que sancionou, em 2009, a lei que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus.
“Eu estou muito feliz porque é uma coisa que eu sancionei há tanto tempo atrás. É uma coisa muito importante”, afirmou.
A legislação foi aprovada durante seu segundo mandato e transformou a marcha em uma data oficial do calendário nacional.
Intertítulo: Representação do governo
Jorge Messias participou da marcha representando o presidente pelo quarto ano consecutivo desde o início do atual governo, em 2023. Nas redes sociais, o ministro afirmou que sua presença no evento teve caráter religioso.
“A minha presença, a pedido do presidente, teve um único propósito: louvar e engrandecer a Deus”, escreveu.
Durante o percurso, Messias manteve uma postura discreta no trio elétrico principal e permaneceu distante de lideranças políticas da oposição presentes no evento.
Intertítulo: Declaração de Flávio
A edição deste ano da Marcha para Jesus também foi marcada por manifestações políticas. Apesar de uma orientação prévia do apóstolo Estevam Hernandes para que autoridades evitassem discursos eleitorais durante a celebração, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma declaração que repercutiu nos bastidores do evento.
Ao discursar no trio principal, o parlamentar afirmou que o “mundo do mal vai ser expulso do governo neste ano”.
A fala ocorreu no mesmo espaço em que estavam Jorge Messias e outras autoridades, evidenciando o ambiente de disputa política que marcou parte da programação, mesmo diante dos apelos da organização para que o foco permanecesse na dimensão religiosa da marcha.
A 34ª edição da Marcha para Jesus reuniu milhares de fiéis nas ruas da capital paulista e contou com a presença de lideranças religiosas, autoridades públicas e representantes de diferentes correntes políticas.






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