Protestos tomam cidades de Israel exigindo acordo imediato para a libertação dos reféns que ainda permanecem em cativeiro

Ex-reféns, como Ilana Gritzewsky, disseram que Netanyahu ‘assassina os cativos’ ao se recusar a fechar um acordo que poderia salvá-los

Israel foi tomado por grandes manifestações neste domingo, motivadas pela recuperação dos corpos de seis reféns em Gaza, o que intensificou a revolta popular contra a condução do governo diante da crise. Em várias cidades, como Tel Aviv, Ra’anana, Rehovot e Be’er Sheva, manifestantes bloquearam estradas e exigiram um acordo imediato para a libertação dos reféns que ainda permanecem em cativeiro.

A Histadrut, maior federação de trabalhadores de Israel, anunciou uma greve geral a partir de segunda-feira, em resposta aos apelos das famílias dos reféns e do líder da oposição, Yair Lapid. O presidente da Histadrut, Arnon Bar-David, declarou que a economia israelense será paralisada a partir das 6h da manhã (horário local). Em solidariedade, o prefeito de Tel Aviv, Ron Huldai, também decretou uma paralisação parcial na cidade, com a suspensão do atendimento ao público na manhã de segunda-feira.

A indignação pública cresceu após as autópsias confirmarem que os seis reféns encontrados foram executados com tiros na cabeça pouco antes de serem localizados pelo Exército israelense em túneis no enclave de Gaza. O caso de Hersh Goldberg-Polin, um jovem israelo-americano de 23 anos sequestrado durante o festival de música Nova em 7 de outubro, tornou-se um símbolo trágico da crise, mobilizando milhares de pessoas em protestos em todo o país.

As críticas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se intensificaram, com manifestantes acusando-o de negligência e de não priorizar a vida dos reféns. Ilana Gritzewsky, uma ex-refém, acusou Netanyahu de “assassinar os cativos” ao não fechar um acordo que pudesse salvá-los. Mesmo após Netanyahu pedir perdão às famílias dos reféns mortos, as críticas ao governo não diminuíram.

O Fórum das Famílias dos Reféns acusa o governo de ignorar os conselhos de especialistas em segurança e de colocar interesses políticos à frente da vida dos sequestrados. A crise ocorre no 331º dia do conflito entre Israel e Gaza, onde o Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas, reporta mais de 40.738 palestinos mortos e 94.154 feridos desde o início da guerra.

Com informações de O Globo.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading