Justiça condena Eduardo Fauzi por atentado com coquetéis molotov ao Porta dos Fundos

Justiça do Rio condenou Eduardo Fauzi a quatro anos e oito meses de prisão por ataque ocorrido em 2019

A Justiça do Rio de Janeiro condenou Eduardo Fauzi Richard Cerquise a quatro anos e oito meses de prisão pelo ataque com coquetéis molotov contra a sede da produtora Porta dos Fundos, ocorrido na véspera do Natal de 2019, no Humaitá, Zona Sul da capital fluminense.

A decisão foi tomada pela 35ª Vara Criminal da Capital. Segundo a sentença, a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto. A juíza Renata Guarino Martins também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e determinou a manutenção da prisão preventiva.

Fuga para a Rússia pesou na decisão

Na sentença, a magistrada destacou que a prisão preventiva foi mantida para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Um dos pontos citados pela juíza foi o histórico de fuga de Eduardo Fauzi após o atentado.

Segundo as investigações, o acusado deixou o Brasil logo depois do ataque e foi para a Rússia. Ele acabou extraditado apenas em 2022, após cooperação internacional entre autoridades brasileiras e russas.

O caso ganhou repercussão nacional na época por envolver um ataque à produtora poucos dias depois da exibição de um especial de Natal lançado na plataforma Netflix.

Como aconteceu o ataque

De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, cinco pessoas participaram da ação criminosa em 24 de dezembro de 2019.

Os suspeitos lançaram coquetéis molotov contra a fachada da produtora, provocando um incêndio na entrada do imóvel. Após o ataque, o grupo fugiu do local.

As chamas foram controladas rapidamente por um segurança que estava no prédio, evitando danos maiores à estrutura da empresa.

Câmeras ajudaram na identificação

As investigações avançaram após a análise de imagens de mais de 50 câmeras de segurança instaladas na região. Segundo a polícia, Eduardo Fauzi foi flagrado descendo do veículo usado na fuga pouco depois do atentado.

As imagens foram consideradas fundamentais para a identificação dos envolvidos no caso.

O episódio teve ampla repercussão política e cultural à época, principalmente pelo debate envolvendo liberdade de expressão, intolerância e ataques contra produtores de conteúdo humorístico.

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