Protestos ‘No Kings’ levam milhões às ruas contra Trump nos EUA; vídeos

Mobilização nacional cresce, se espalha por cidades menores e mira políticas migratórias e guerra no Irã

Milhões de manifestantes ocuparam as ruas de diversas cidades dos Estados Unidos neste sábado (28) em protestos contra as políticas do presidente Donald Trump. Os atos fazem parte da terceira edição do movimento “No Kings” (Sem Reis) e reúnem opositores do republicano, críticos da política migratória e vozes contrárias à atuação militar no Irã, informam agências internacionais.

Segundo os organizadores, mais de 3.200 eventos foram programados em todos os 50 estados, ampliando o alcance da mobilização. As duas edições anteriores já haviam reunido milhões de participantes, consolidando o movimento como uma das maiores manifestações recentes no país.

Neste terceiro ano de manifestações, “pelo menos 8 milhões de pessoas se reuniram hoje em mais de 3.300 eventos nos 50 estados”, afirmou a organização do movimento, em comunicado à imprensa. Já as autoridades americanas não divulgaram um número oficial.

Mobilização cresce fora dos grandes centros

Um dos principais focos dos protestos ocorre nas cidades de Minneapolis e Saint Paul, conhecidas como “cidades gêmeas”. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem dos atos na região, que virou símbolo de resistência após ações federais contra imigrantes e episódios de violência envolvendo agentes.

Além disso, manifestações também foram registradas em grandes centros como Nova York, Boston, Los Angeles e Washington. Ainda assim, cerca de dois terços dos eventos acontecem em cidades menores — um crescimento de quase 40% em comparação com o início do movimento, em junho do ano passado.

Engajamento político aumenta antes das eleições

De acordo com Leah Greenberg, cofundadora do grupo Indivisible, a dispersão geográfica dos protestos é um dos aspectos mais relevantes desta edição. “A história não é apenas quantas pessoas estão protestando, mas onde elas estão”, afirmou.

Com as eleições de meio de mandato previstas para novembro, organizadores apontam aumento no engajamento em estados tradicionalmente republicanos, como Idaho, Wyoming, Montana e Utah, além de regiões suburbanas decisivas em disputas eleitorais.

Casa Branca minimiza atos e participantes criticam governo

A porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, desqualificou os protestos, classificando-os como “sessões de terapia” de opositores. Apesar disso, participantes relatam insatisfação crescente com a situação econômica e política do país.

Nos arredores de Cemitério Nacional de Arlington, centenas de pessoas iniciaram uma marcha rumo ao National Mall, em Washington. Entre elas, o aposentado John Ale criticou a condução do país. “O que está acontecendo é insustentável. As pessoas comuns não conseguem mais viver”, disse.

Movimento também critica guerra no Irã

Além da pauta doméstica, os protestos deste sábado também foram impulsionados pela oposição ao conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, que se aproxima de um mês de duração. Manifestantes criticam a escalada militar e questionam a necessidade da intervenção.

A participante Morgan Taylor afirmou estar indignada com o que chamou de “guerra estúpida”. “Ninguém está nos atacando. Não precisamos estar lá”, declarou.

Criado em junho do ano passado, durante o aniversário de Trump, o movimento “No Kings” já mobilizou milhões de pessoas em milhares de cidades. A atual edição reforça o crescimento da insatisfação popular e a intensificação do ativismo político às vésperas de um novo ciclo eleitoral nos Estados Unidos.

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