A “Fatal Models”, maior site acompanhante do Brasil, deve sentir o golpe. E deverá se afastar da exposição pública em patrocínios esportivos e em outras atividades comerciais. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em segunda discussão, nesta terça-feira (05/11), um projeto de lei que proíbe a divulgação, exposição e propaganda de sites e conteúdos relacionados a serviços de natureza sexual em locais públicos no estado.
Em março passado, a “Fatal Model” anunciou que é a nova patrocinadora do Botafogo. O site de acompanhantes irá estampar a camisa do time de basquete carioca. Conhecida por parcerias com o futebol, a empresa busca expandir sua presença para outras modalidades.
O acordo prevê, além de estampar a parte frontal da camisa alvinegra abaixo do patrocínio master, a realização de ações nas redes sociais – para engajar a torcida. Além disso, a logo da marca estará nos “backdrops” do time. A estreia com o novo patrocínio acontecerá na partida contra o Flamengo, pelas oitavas de final do NBB.
A empresa de acompanhantes também patrocina um quiosque na praia de Copacabana, localizado na Av. Atlântica, 1702 – Copacabana, Rio de Janeiro. O local, considerado um dos mais tradicionais cariocas, fica em frente ao majestoso Copacabana Palace. Em comemoração à parceria, a plataforma vai reuniu influencers, promoters e turistas, em uma ativação inédita no local.
A proibição, determinada pelo Parlamento, também se estende a eventos que recebam recursos ou subvenções públicas e a espaços como estádios, teatros, cinemas, praças e arenas, entre outros. Os organizadores de eventos serão notificados sobre a proibição no momento da concessão do alvará para realização da festa.
O texto prevê o pagamento de multa de R$ 22.686,50 em caso de descumprimento da norma, valor que poderá ser dobrado com a reincidência, além da cassação do registro das pessoas física e jurídica.
Segundo os autores, os deputados Andrezinho Ceciliano (PT) e Vinicius Cozzolino (União Brasil), o projeto quer evitar que esses conteúdos sejam divulgados em locais frequentados por famílias, crianças e adolescentes.
“É fundamental proteger espaços públicos de propagandas que podem ser ofensivas ou inadequadas, especialmente para crianças e jovens. O projeto garante o respeito e o cuidado nesses ambientes”, disse Cozzolino.
Caberá ao Poder Executivo criar um canal exclusivo para denúncias, facilitando o controle e a fiscalização do cumprimento da norma. O texto agora segue para a análise do governador Cláudio Castro, que tem 15 dias para sancionar ou vetar a proposta.





