Cuidadores de pessoas com deficiência poderão receber auxílio mensal no Rio

Proposta protocolada na Câmara Municipal nesta quarta (14) pela vereadora Monica Benicio (Psol) busca apoiar responsáveis que precisam ficar fora do mercado de trabalho para prestar cuidados em tempo integral; valor do benefício deverá ser definido pela prefeitura

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A Câmara do Rio começou a analisar um projeto de lei que propõe a criação de um auxílio mensal para famílias de pessoas com deficiência que precisam de cuidados em tempo integral. A medida busca apoiar responsáveis que ficam fora do mercado de trabalho para se dedicar aos dependentes.

Protocolado nesta quarta-feira (14) pela vereadora Monica Benicio (Psol), o projeto cria o Auxílio Cuidar, inspirado em um programa de mesmo nome adotado em Maricá, que concede um auxílio de R$ 1.621 para famílias atípicas de baixa renda

Segundo a proposta em tramitação, o valor do benefício no Rio deverá ser estabelecido pela prefeitura. O texto determina que o auxílio deverá ser reajustado anualmente na mesma data e proporção do salário mínimo. O projeto prevê até três cotas por responsável legal, uma para cada dependente com deficiência que atenda aos critérios do programa.

Quem poderá receber o auxílio

O projeto estabelece alguns critérios para a concessão do benefício, destinado a pais, mães, tutores, curadores e responsáveis legais que morem com a pessoa com deficiência e se dediquem aos cuidados em tempo integral. Para receber, o cuidador não poderá exercer atividade profissional remunerada, formal ou informal.

Também será necessário comprovar que ambos residem no município há pelo menos dois anos, manter a inscrição atualizada no CadÚnico e estar no Cadastro Municipal da Pessoa com Deficiência. Um laudo médico pericial, emitido por órgão oficial ou credenciado pelo município, deverá atestar a deficiência e a necessidade de cuidados integrais.

O recebimento do auxílio não deverá excluir o acesso a outros benefícios, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), desde que sejam respeitados os critérios de renda e elegibilidade de cada programa.

“Ainda temos uma estrutura muito pequena para apoiar as famílias que cuidam de pessoas com deficiência. O que faz com que membros dessas famílias, sobretudo as mulheres, abandonem o mercado de trabalho para cuidar de parentes que necessitam de atenção integral”, afirma Monica Benicio. “Essa situação leva à vulnerabilidade social, à insegurança alimentar e ao custeio deficitário das necessidades familiares”, completa a vereadora.

Tramitação na Casa

A proposta passará pelas comissões temáticas antes da votação em plenário, onde precisará ser aprovada em duas discussões. Se aprovada, seguirá para sanção ou veto do prefeito. Caso receba sinal verde e vire lei, caberá à prefeitura regulamentar o programa, definir o órgão responsável e organizar as inscrições, as perícias e a fiscalização.

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