Em encontro realizado nesta segunda-feira (3), o governo federal reiterou ao sindicato de professores de colégios e universidades federais que não tem uma nova proposta para reajustes salariais. No entanto, foi agendada uma nova reunião para a sexta-feira da próxima semana.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos afirmou que a negociação para os reajustes dos docentes foi encerrada com o acordo assinado na semana passada. Entretanto, ressaltou que permanece aberto para diálogos sobre questões não relacionadas a salários em outras instâncias governamentais.
A proposta do governo foi aceita por um dos sindicatos representativos dos docentes, mas rejeitada por outros dois, resultando em um desdobramento jurídico. Na semana anterior, uma liminar suspendeu o acordo.
Nesta segunda-feira, representantes dos Comandos Nacionais de Greve (CNGs) e das diretorias do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) decidiram ocupar a sala do prédio do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), no bloco C da Esplanada dos Ministérios. Até o início da noite, nove pessoas ainda permaneciam no local.
Entre as demandas, estão a reabertura das negociações salariais e a revogação de diversas medidas, incluindo uma resolução de 2020 que determinou o uso de ponto eletrônico para professores de institutos federais. Além disso, o grupo solicita um aumento de R$ 2,5 bilhões no orçamento discricionário das universidades.
Durante a reunião, as deputadas federais Fernanda Melchionna (PSol/RS) e Dandara Tonantzin (PT/MG) sugeriram ao Congresso Nacional um projeto de lei para garantir a reposição da inflação de 2024 (3,69%) através de um crédito extraordinário. Segundo relatos, o governo indicou que retomaria as reuniões se as deputadas conseguissem articular o projeto e dialogar com a ministra Esther Dweck. A ausência de reajuste em 2024 é um dos pontos de impasse nas negociações entre o Andes e o governo.
Na semana anterior, a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), outro representante dos docentes, assinou um acordo com o governo para encerrar a greve. A proposta aceita pelo Proifes e rejeitada pelo Andes e Sinasefe prevê diferentes níveis de reajuste para a categoria, com aumentos escalonados até 2026.
Com informações de O Globo.





