Procurado por morte no Recreio passa 1h30 dentro do mar para fugir da polícia; vídeo

Ezequiel Souza de Oliveira, o Sem Vulgo, integrante do Terceiro Comando Puro (TCP) acabou preso com comparsa

Ezequiel Souza de Oliveira, de 23 anos, o Sem Vulgo, foi preso nesta sexta-feira (5) após passar cerca de 1h30 dentro do mar da Praia do Recreio, na Zona Oeste do Rio, tentando escapar de uma abordagem policial. Ele é acusado de matar um homem na Comunidade do Terreirão. Um outro jovem, de 32 anos, também acabou preso ao tentar esconder a arma de Ezequiel.

Segundo a Polícia Militar, agentes do 31º BPM (Barra da Tijuca) receberam um informe do Disque Denúncia sobre dois jovens na ciclovia da Avenida Gilka Machado, próximo ao Posto 12.

Ao perceber a aproximação, ele correu em direção à praia e se lançou no mar, onde permaneceu até ser retirado com apoio do Corpo de Bombeiros e da equipe de moto patrulha dos militares. Veja abaixo:

Na areia, já rendido, Ezequiel simulou um abraço com o outro rapaz e aproveitou o movimento para repassar uma pistola calibre 9mm, com 16 munições. O comparsa tentou esconder a arma na roupa antes do flagrante.

Pistola apreendida foi levada para a 42ª DP, no Recreio dos Bandeirantes – Crédito: Divulgação

Os policiais levaram a dupla inicialmente à 42ª DP (Recreio) e, na sequência, para a 16ª DP (Barra da Tijuca).

Na delegacia, os agentes confirmaram que Ezequiel era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela 4ª Vara Criminal da Capital, que o aponta como um dos responsáveis pela morte de um homem no Terreirão.

Segundo denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), a vítima vendia drogas na comunidade e chegou a ser convidada para integrar um grupo criminoso chamado “Meninos da Praia” — sendo morta por recusar a proposta. 

Outros dois nomes ligados ao TCP, conforme o processo, estão ligados ao crime: Luan da Silva Donato, o Chapoca, preso desde agosto deste ano, e Cristian Gomes de Oliveira, o Lobinho, que segue foragido.

Ainda segundo informações da polícia, o histórico de Sem Vulgo inclui três prisões entre 2021 e 2025 por lesão corporal, importunação sexual, homicídio e tráfico de drogas, além de outras oito anotações criminais.

Além de homicídio, ele responderá por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. 

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

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