Primo de Damares acusado de matar trabalhador rural e invadir terra demarcada é convocado a depor na CPI do MST

A família de Damares Alves (Republicanos-DF), já implicada pela Polícia Federal, agora será alvo da CPI do MST. Isso porque o primo da senadora, Marcos Bengston, teve a sua convocação solicitada pelas deputadas Sâmia Bomfim (PSol-SP) e Talíria Petrone (PSol-RJ). A informação é do blog do jornalista Ricardo Noblat, no Metrópoles. Marcos é acusado de…

A família de Damares Alves (Republicanos-DF), já implicada pela Polícia Federal, agora será alvo da CPI do MST. Isso porque o primo da senadora, Marcos Bengston, teve a sua convocação solicitada pelas deputadas Sâmia Bomfim (PSol-SP) e Talíria Petrone (PSol-RJ). A informação é do blog do jornalista Ricardo Noblat, no Metrópoles.

Marcos é acusado de torturar e matar José Valmeristo Soares, o Caribé, um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em 2010. Segundo as investigações, dois pistoleiros contratados pelo fazendeiro teriam sequestrado e torturado o militante. Treze anos se passaram e Marcos ainda aguarda a data do júri popular.

O conflito teria relação com o crime de grilagem de terra em Pau D’Arco (PA), mesma cidade em que ocorreu um dos casos mais violentos da disputa de terra no Brasil. A chacina do Pau D’Arco completou 6 anos no final de maio e foi responsável pela morte de 10 trabalhadores sem terra.

O pai de Marcos é o ex-deputado federal Josué Bengtson, tio de Damares Alves e líder da Igreja Evangelho Quadrangular. A Polícia Federal apreendeu na última quinta-feira (1º/6), um avião de Bengtson com 290 quilos de maconha no aeroporto de Belém (PA). Segundo a PF, a droga tem valor de mercado próximo aos R$ 4 milhões.

Sâmia e Talíria justificam o requerimento de convocação de Marcos Bengston por ele ser o administrador da Fazenda Cambará, atualmente denominada de Acampamento Quintino Lira. Segundo o pedido, o fazendeiro teria invadido, em 2022, o assentamento com gado e máquinas destruindo as roças.

A área foi examinada pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em 2014 e foi demarcada como um local para a reforma agrária.

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