Primeiro dia do G20 Social termina com música e discursos pela Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

Festival foi inaugurado por Janja da Silva, idealizadora do evento, com um breve discurso destacando festivais históricos como o Live Aid de 1985 e o Free Nelson Mandela Concert de 1988, que usaram a música como plataforma de combate à fome, à injustiça e à desigualdade

O primeiro dia do G20 Social no Rio de Janeiro terminou com uma celebração vibrante na Praça Mauá, onde o Festival Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza reuniu multidões para um evento cultural e social. Com trinta atrações programadas até sábado, o palco montado no Píer Mauá atraiu tanto os participantes das reuniões e mesas de debate do G20 quanto fãs que vieram especialmente para assistir a seus artistas favoritos.

O festival foi inaugurado por Janja da Silva, primeira-dama e idealizadora do evento, que subiu ao palco para um breve discurso por volta de 19h. Janja destacou festivais históricos como o Live Aid de 1985 e o Free Nelson Mandela Concert de 1988, eventos que usaram a música como plataforma de combate à fome, à injustiça e à desigualdade. Ela também mencionou a mobilização de artistas brasileiros em 2019 pela liberdade de Lula.

– Hoje, novamente, a música e a arte se unem para combater a fome e a pobreza no mundo no Festival Aliança Global. Estou muito feliz de estarmos todos reunidos no Rio de Janeiro para este momento histórico – afirmou Janja.

Em seguida, chamou ao palco o prefeito Eduardo Paes, para quem o Aliança Global Festival era um “grito de alerta” para chamar a atenção para a fome e a pobreza.

— O que a gente vai ver aqui hoje é uma celebração, um grito alegre, para chamar a atenção e para criar as vozes das pessoas que estão abandonadas e esquecidas por esses líderes ou por aqueles que não dão atenção a um tema tão importante — afirmou Eduardo Paes, lembrando que o festival antecede a reunião de lideranças mundiais mais importantes do planeta, o G20, que acontece na segunda e terça-feira, no Museu de Arte Moderna (MAM).

A ministra da cultura Margareth Menezes disse que o festival representa uma união de forças contra a fome e a pobreza.

— E essa aliança que se faz nesse momento no G20 é muito importante. O Brasil está entregando no G20 uma aliança global em que todos os países vão buscar e implementar o combate à fome e à pobreza — afirmou a ministra.

A segurança foi reforçada no local, com revista e controle de acesso para garantir a tranquilidade do público.

Em seguida, o palco foi entregue aos artistas. As apresentações da noite batizada de “Muito obrigado axé” foram abertas pelo grupo Aguidavi do Jêje acompanhado de Mateus Aleluia (ex-Tincoãs), seguidos por Larissa Luz, Ilessi e Diogo Nogueira. Até o final da noite, passarão ainda pelo palco Daniela Mercury, Rita Beneditto e Seu Jorge, entre outros.

Entre os que vieram para os encontros do G20 Social e aproveitaram os shows na Praça Mauá estava Jean Ricardo Antunes, o presidente da Câmara de Vereadores da cidade de Garopaba, em Santa Catarina. Após participar das reuniões do Urban 20 (U20), com líderes de mais de 100 cidades do mundo, foi com a assessora parlamentar Marina Teixeira engrossar a plateia do Aliança Global.

— É o momento de relaxar, depois de participar de um painel sobre o combate à fome — disse Jean, enquanto aguardava o início dos shows.

Já o estudante de jornalismo Renan Mariat, de 23 anos, e a psicóloga foram só para ver os shows. O mesmo aconteceu com os amigos Wesley Faria de Azevedo, de 23, Rute Sodré, de 26, e Matheus Pedreira, de 24.

— Sou de Salvador e cheguei ontem ao Rio. Não vim pelo G20, mas acho fundamental um evento como esse, que vai discutir os rumos do mundo, ser realizado no Brasil e, em especial, no Rio. E é ilegal ainda esses shows — disse Matheus.

Durante as apresentações dos artistas, a fachada do edifício A Noite, que está passando por uma revitalização para se transformar num residencial, virou um grande telão reproduzindo as imagens que eram projetadas no palco, como as projeções dos artistas Manuela Navas, Maribê, Thiago Santos e Yan Carpenter. No entorno, outros prédios, como o do Museu de Arte do Rio (MAR), tiveram a iluminação combinada com a do evento.

Com informações de O Globo.

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