No primeiro bloco do debate entre candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro a primeira pergunta, feita pelo candidato Rodrigo Amorim atacou Eduardo Paes.
Mencionou a Farra dos Guardanapos, episódio envolvendo o ex-governador Sérgio Cabral em Paris, e a Operação Lava-Jato. Em resposta, o prefeito lembrou que adversários que o associaram a Cabral no passado acabaram presos.
— Me lembro de 2018. Disputei nesse mesmo estúdio a eleição contra quatro candidatos: (Wilson) Witzel, Garotinho, Pedro Fernandes e Índio da Costa. Todos eles me acusaram de ser sócio do Cabral, parceiro do Cabral, que eu ia ser preso, isso e aquilo. Sabe o que aconteceu? Todos eles, inclusive o Witzel, com quem ele (Amorim) andava coladinho, foram presos. — Aliás, isso também aconteceu em 2020, contra o ex-prefeito que também dizia que eu seria preso, e quem acabou sendo preso foi ele.
Na sequência, foi Paes quem teve direito a fazer uma pergunta, e a direcionou a Ramagem. Ele escolheu a segurança, tema que tem dominado a eleição carioca, e perguntou se o adversário não se sente “constrangido” de defender a resolução do problema da segurança pública ao mesmo tempo em que é “apadrinhado” pelo governador Cláudio Castro (PL).
— Não tenho padrinho Cláudio Castro, minha liderança política se chama Jair Messias Bolsonaro — respondeu o bolsonarista. — Segurança é sim responsabilidade também da prefeitura. Quando a gente olha para a gestão Cláudio Castro, é uma gestão medíocre, tem sim muito o que fazer. Mas, quando olha para a sua, é nota zero.
Em mais de um momento, mesmo no embate com Marcelo Queiroz, Ramagem voltou a falar de segurança e criticar a gestão Paes. O candidato do PP, por sua vez, também apostou em repudiar o atual prefeito, mas se concentrou na Educação.
Freixo
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PL), também foi personagem do primeiro bloco. Tanto Ramagem como Amorim mencionaram o ex-deputado: o candidato do PL, para levar rejeição a Paes, que é apoiado por ele; o do União, para provocar Tarcísio.
— Nem ele te aguenta — afirmou Amorim, ao evocar o pedido de “voto útil” em Paes feito por Freixo nesta semana. Com ataques baixos, o postulante do União disse ainda que Tarcísio vivia “cheirando o rabo” do ex-aliado.
Tarcísio precisou responder sobre Freixo em outro momento, perguntado por Queiroz. Crítico do “voto útil” assim como o psolista, o candidato do PP perguntou o que ele achava do pedido feito pelo presidente da Embratur.
— Ele se aliou à direita. Esse é o tipo de proposta que eu não aceito — afirmou Tarcísio.
Com informações de O Globo.





