Primeira operação do Bope no Complexo da Penha usando câmeras corporais tem 1 morto, 5 presos e 8 fuzis apreendidos

Em agosto de 2023, ainda sem o equipamento, ação no mesmo local terminou com 10 mortos e 5 feridos.

A operação do Bope no Complexo da Penha, que durou 10h na quarta-feira, terminou com uma pessoa morta, cinco presos, meia tonelada de maconha e oito fuzis apreendidos. Foi a primeira do ano com participação do Bope na região, após o início do uso das câmeras nos uniformes. A adesão foi anunciada pelo secretário da Polícia Militar, o coronel Luiz Henrique Pires, no início de janeiro, quando ele afirmou que todos os agentes do batalhão estariam equipados até o dia 8.

A determinação para o uso do equipamento é do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que em dezembro de 2022, exigiu que todas as unidades policiais do Rio adotassem as câmeras corporais. A decisão foi tomada, segundo Fachin, como alternativa à diminuição da letalidade policial durante as operações no estado.

Em agosto de 2023, por exemplo, uma operação no Complexo da Penha terminou com dez mortos e cinco feridos, incluindo dois policiais militares. A ação teve intenso tiroteio, barricadas destruídas, serviços públicos interrompidos e a apreensão de sete fuzis. Na época, os agentes do Bope e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, que participaram da incursão, ainda não estavam com câmeras nos uniformes.

Operação de quarta-feira

Quatro batalhões da Polícia Militar participaram da operação no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. O objetivo, segundo divulgado pela secretaria, era enfraquecer a guerra travada entre traficantes do Comando Vermelho e milicianos na Gardênia Azul, na Zona Oeste. Nas redes sociais, moradores relataram pânico durante o intenso tiroteio, além de chamas nas barricadas construídas por criminosos. Devido ao confronto, as clínicas da família Zilda Arns, Valter Felisbino de Souza e Aloysio Augusto Novis suspenderam as visitas domiciliares.

Antes, um morador ferido havia sido contabilizado na operação, mas, segundo a PM, não é possível confirmar que a bala que o atingiu foi da ação. Aos agentes, ele teria contado que havia saído de casa para o trabalho e foi baleado em Ramos, longe de onde acontecida a incursão policial.

A incursão foi desencadeada após investigação mostrar que, na última segunda-feira, cerca de 30 bandidos do Comando Vermelho se reuniram para planejar nova invasão à Gardênia e a Rio das Pedras, no Itanhangá, segundo reportagem no RJ2, da TV Globo. Os traficantes usariam dois caminhões.

Com informações do GLOBO.

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