O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, lamentou nesta quarta-feira (22) a morte de um dos réus pelos ataques golpistas do 8 de Janeiro que estava preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Cleriston Pereira da Cunha morreu segunda-feira (20), após sofrer mal súbito. A defesa do réu já alertara que ele tinha sérios problemas de saúde.
“Toda perda de vida humana, ainda mais quando se encontra sob custódia do Estado brasileiro, deve ser lamentada com sentimento sincero. Manifesto, em nome do tribunal, solidariedade à família”, afirmou Barroso.
Cunha, que tinha 46 anos, teve “um mal súbito durante o banho de sol” na manhã de segunda, de acordo com ofício da Vara de Execuções Penais (VEP). O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram ao local, mas não conseguiram reanimá-lo.
Barroso ressaltou que o ministro Alexandre de Moraes, que ordenou a prisão de Cunha, determinou que a direção do presídio envie informações sobre o episódio.
Ele também ressaltou que, “ao que tudo indica”, o falecimento ocorreu por causas naturais, como ocorre em outros casos, mas que a situação carcerária pode agravar a situação.
— O ministro Alexandre de Moraes já determinou a apuração das circunstâncias em que se deu a morte de um cidadão brasileiro nas dependências da Papuda ao que tudo indica de causas naturais. As estatísticas revelam que morrem quatro pessoas por dia nos presídios brasileiros, em geral por causas naturais, que podem ser agravadas pelas condições carcerárias.
Com informações de O Globo





