O Podemos não gostou nadinha da decisão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de convocar Alexandre Knoploch para assumir o mandato no lugar de Léo Viera, eleito prefeito de São João de Meriti. Protocolou ação no TRE reivindicando a vaga, sob a alegação de Knoploch não teria direito ao cargo por ter deixado a sigla. Alega recente decisão do TSE segundo a qual suplentes não estão estariam aptos a usar a janela partidária para trocar de legenda.
Ocorre que Knoploch deixou o Podemos quando a agremiação incorporou o PSC, partido pelo qual disputara as eleições de 2022. Desfiliou-se por discordar de mudança programática, tese amplamente consagrada em jurisprudência da Justiça Eleitoral. “A defesa da família e de valores cristões, fundamento programático do PSC, desapareceu”, justifica. Sua defesa é fundamentada sobretudo neste ponto.
Por trás do litígio, está o desejo do presidente do Podemos-RJ, Felipe Pereira, de assumir o mandato. Ele é o sétimo suplente mas pondera que os antecessores não poderiam ser convocados ou porque foram eleitos recentemente e não desejam – caso de Julinho Juju, prefeito de Paty do Alferes e Marcos Elias, vereador em Campos – ou porque também trocaram de legenda sem amparo legal, caso de Norival Junior e Leleco Barros.
É pouco provável a mudança mas, como de cabeça de juiz e barriga de mulher não se sabe o que vem, aguardemos a posição dos desembargadores do TRE.





