Presidente do Banco Central teve offshores, que lucram com altas taxas de juros no Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, esteve à frente de quatro offshores durante 15 meses durante sua presidência no órgão: Peacock Asset, COR Asset, ROCN e Darling Corp, segundo a Carta Capital. Elas estão localizadas nas Bahamas e nas Ilhas Virgens, paraísos fiscais.  A equipe econômica do governo Lula (PT) estima que 62…

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, esteve à frente de quatro offshores durante 15 meses durante sua presidência no órgão: Peacock Asset, COR Asset, ROCN e Darling Corp, segundo a Carta Capital. Elas estão localizadas nas Bahamas e nas Ilhas Virgens, paraísos fiscais. 

A equipe econômica do governo Lula (PT) estima que 62 mil brasileiros detenham R$ 1,5 trilhão em fundos e offshores, como as de Campos Neto. Na média, cada um destes teria R$ 24 milhões.

Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e com mandato, Campos Neto não pode ser demitido pelo presidente Lula, uma vez que a autarquia é autônoma.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), critico à gestão de Campos Neto, acusa o presidente do BC de ‘manter juros altos para seguir lucrando às custas do Brasil’.

No início deste ano, o governo pressionou o Banco Central para que seja reduzida a taxa de juros, que à época estava estagnada em 13,75%

“Quando questionei se ele tinha fundos exclusivos remunerados pela Selic ou IPCA ele se calou na Câmara. Ali eu já sabia que ele tinha fundos exclusivos, ou seja, suas decisões no BC fazem ele ganhar mais ou menos dinheiro no mercado financeiro. Agora, Carta Capital revela que esses fundos eram, sim, remunerados pela Selic. Terá que responder sobre tudo isso na Comissão de Ética, em processo que nós entramos. O cara manteve juros altos para seguir lucrando às custas do Brasil e do povo brasileiro. Inaceitável!”, publicou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), também protestou em postagem no X, antigo Twitter. “O curioso caso do presidente banqueiro do BC que tem grana nos fundos exclusivos e offshores e agora vai ser taxado. O mais curioso ainda é que Campos Neto está sendo investigado por assumir o BC e ficar por 15 meses na gestão dos seus quatro offshores – o que é proibido. Vai também ter que responder a mais um processo a pedido do companheiro Lindbergh Farias por conflito de interesses. Campos Neto tem fundo exclusivo que é afetado por decisões do banco como a definição dos juros. Presidente do BC que usa essas aplicações, burla IR [Imposto de Renda] e ganha com a alta do dólar e da Selic, não pode decidir a política de juros do Brasil”.

Com informações de Brasil 247 e Carta Capital

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