O advogado Felipe Santa Cruz avaliou ontem, sobre a eleição presidencial, que Jair Bolsonaro é competitivo e é o único candidato a oferecer o ódio como um “super produto em tempos de crise”.
Mas ele assegurou que poderá votar em qualquer presidenciável que esteja no campo civilizatório e democrático, ou seja, em oposição a Bolsonaro.
Ele falou em entrevista a Guilherme Amado, do Metrópoles.
Santa Cruz cumpre a última semana de mandato como presidente da Ordem dos Advogados do Brasi (OAB) disposto a liderar um “movimento de reconstrução” do Rio de Janeiro.
Apontado como o candidfato do prefeito Eduardo Paes ao governo estadual, Santa Cruz diz que o Rio enfrenta na gestão do atual governador, Cláudio Castro, o pior momento de sua história. O advogado deve se filiar ao PSD, o mesmo partido de Paes, para disputar a eleição.
“O Rio está agindo como aquela família falida de antigamente, que já foi milionária e, depois de vender o último bem da família, que no caso do Rio foi a Cedae, passa a viver como se rico fosse durante um ano e depois vai morar na casa de uma tia”, disse Santa Cruz, em entrevista à coluna.
A presidência da OAB passará a ser ocupada pelo criminalista amazonense José Alberto Simonetti a partir do dia 31. Santa Cruz diz que teve uma gestão difícil, mas que se orgulha da postura combativa que a OAB apresentou diante do governo Bolsonaro.
– Eu durmo muito tranquilo. Durmo mais tranquilo do que o presidente do Conselho Federal de Medicina. Eu não sei se ele pode dormir com a consciência tranquila que eu durmo – afirmou, referindo-se à liberação pelo SFM da prescrição da cloroquina.
Alvo de ataques de Bolsonaro, Santa Cruz disse que os apoiadores do presidente dentro da OAB não têm a força que pretendem demonstrar. “É muito barulho e pouca força concreta”, disse. “Há muita marola.”





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