O presidente da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, Flávio da Silva Santos, conhecido como Pepé ou Flávio da Mocidade, foi preso nesta sexta-feira (3) durante uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra a chamada “nova cúpula do jogo do bicho”.
Outro alvo da ofensiva é o contraventor Rogério Andrade, que já cumpre pena e está encarcerado desde o ano passado. Em novembro, Andrade foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde permanece sob regime de segurança máxima.
As ações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), que também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Flávio da Mocidade, Rogério Andrade e Vinicius Pereira Drumond, apontado como aliado do grupo. Entre os locais vistoriados, esteve a quadra da escola de samba Imperatriz Leopoldinense.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital.
Medidas da Justiça
Atendendo a pedido do Ministério Público, a Justiça determinou que Rogério Andrade continue preso em regime federal de segurança máxima. A mesma medida deverá ser aplicada a Flávio da Mocidade, agora também alvo de mandado de prisão preventiva.
Segundo os investigadores, a transferência para presídios federais visa reduzir a influência dos acusados e evitar que continuem exercendo poder sobre a rede criminosa mesmo a partir da prisão.
Acusações contra o grupo
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPRJ, Rogério Andrade e Flávio da Mocidade comandam desde 2014 a principal organização voltada à exploração de jogos de azar no estado. O grupo é acusado de administrar pontos do jogo do bicho e de manter disputas violentas com facções rivais pelo controle das áreas de exploração.
A investigação também associa Rogério Andrade ao assassinato de Fernando de Miranda Iggnácio, em novembro de 2020. Segundo o Ministério Público, o crime teria sido ordenado diretamente pelo contraventor, que está preso justamente em razão desse episódio.
Corrupção de forças policiais
O MPRJ aponta ainda que o grupo recorria à corrupção de forças policiais para garantir sua atuação. A denúncia menciona o pagamento de propinas a diferentes unidades das polícias Civil e Militar, assegurando proteção aos negócios ilegais e dificultando investigações e operações de repressão.
A ofensiva desta sexta-feira conta com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO-IE) e do Departamento Penitenciário Nacional (DEPPEN).






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