Presidente da Funarte lamenta ‘esquecimento’ dos crimes da ditadura e propõe responsabilização de quem cometeu tortura

A presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Maria Marighella, afirmou durante visita ao Museu Sítio de Memória Esma — antigo centro de detenção, tortura e extermínio do Estado argentino durante a ditadura civil-militar — que as políticas de memória, verdade e justiça no país vizinho inspiram ações de reparação em toda a América Latina.…

A presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Maria Marighella, afirmou durante visita ao Museu Sítio de Memória Esma — antigo centro de detenção, tortura e extermínio do Estado argentino durante a ditadura civil-militar — que as políticas de memória, verdade e justiça no país vizinho inspiram ações de reparação em toda a América Latina. A informação é do colunista Ancelmo Gois, do GLOBO.

Maria, como se sabe, é neta de um dos principais líderes políticos contra a ditadura brasileira, Carlos Marighella, preso, torturado e assassinado por agentes do Estado.

“No último governo brasileiro, as comissões da verdade, que avaliavam os casos de tortura, morte e desaparecimentos, ocorridos na ditadura foram desmontadas. Conhecer a nossa história é fundamental para que os crimes do passado não incidam sobre o que somos hoje enquanto sociedade”, lamentou Maria Marighella.

Enquanto a Argentina conseguiu promover o julgamento dos responsáveis pelos crimes da ditadura, o Brasil optou por um processo de anistia que permitiu que nenhum agente fosse condenado pelos crimes cometidos entre 1964 e 1985.

A presidente da Funarte também esteve com representantes do grupo das Mães de Maio, associação das mães que tiveram filhos assassinados durante a ditadura na Argentina.

Entre as ações defendidas por Maria estão a responsabilização dos agentes públicos que cometeram tortura e assassinatos, dos agentes privados que articularam e financiaram o golpe civil-militar, o fim das comemorações do golpe de 1964 e a ampliação da abertura dos arquivos militares.

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