A delegada Adriana Belém foi transferida na noite de ontem (24) para o Instituto Penal Santo Exedito, no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), ela passou por avaliação médica e ficará em cela isolada, sem contato com as outras presas.
Anteriormente ela estava no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte.
A transferência foi por ordem do juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada do Rio de Janeiro, que negou o pedido de revogação da prisão preventiva dela e de Marcos Cipriano — além dos réus Leandro Souza e Jefferson Monteiro da Silva.
A Justiça do Rio rejeitou nova petição feita pela defesa da delegada Adriana para converter ou revogar a prisão preventiva.
No pedido, os advogados da policial afirmam que ela vinha sofrendo ameaças dentro do presídio em que estava.
O juiz do caso também negou a revogação da prisão do delegado Marcos Cipriano, Leandro Souza e de Jefferson Monteiro.
A Operação Calígula, deflagrada no último dia 10, mirou uma organização criminosa entorno do jogo do bicho liderada por Rogério de Andrade e seu filho, Gustavo de Andrade.
O grupo tinha como membro o ex-policial Ronnie Lessa, preso no Presídio Federal de Campo Grande pela execução da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.
Dois delegados da Polícia Civil estavam entre os alvos: Marcos Cipriano e Adriana Belém, que estão presos.
Na casa de Adriana, foram apreendidos quase R$ 2 milhões em dinheiro. Ela também teria ajudado a viabilizar a retirada em caminhões de quase 80 máquinas caça-níqueis apreendidas em casa de apostas da organização criminosa.
Leandro de Souza Barbosa, conhecido por “Leandro R” ou “Leandro Abolição”, e Jefferson Monteiro da Silva, também foram presos na ação. O bicheiro Rogério Costa de Andrade e Silva, além de outros réus, foram denunciados, mas continuam foragidos.






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