Prefeitura justifica retirada de placas na Lagoa em homenagem a crianças vítimas da violência

Ação ocorreu por falta de consulta; ONG Rio de Paz lamenta remoção e renova apelo à sociedade

As 49 placas com fotos de crianças mortas por balas perdidas no estado do Rio de Janeiro, que foram instaladas na Lagoa, na Zona Sul, na manhã de sábado (28), foram removidas menos de 24 horas depois. A Prefeitura do Rio justificou a retirada, afirmando que não havia sido consultada sobre a homenagem, mas reconheceu “a importância e a necessidade” do tributo às vítimas da violência.

Em nota, a prefeitura informou que também está reavaliando a permanência das homenagens no mesmo local aos policiais militares assassinados, destacando que tem interesse em combater a violência e prestar justas homenagens. A administração municipal enfatizou que qualquer iniciativa semelhante deve ser discutida previamente.

Representantes da ONG Rio de Paz, que instalou as placas, retornaram ao local, onde foram colocadas rosas coloridas no lugar das fotos. O presidente da ONG, Antônio Carlos Costa, lamentou a remoção, destacando a necessidade de lembrar à sociedade e ao poder público a mortalidade de crianças devido à violência. Ele ressaltou que essa homenagem é um chamado à responsabilidade, evidenciando o fracasso em proteger os segmentos mais vulneráveis da população.

Além das placas, uma faixa com a mensagem “Rio (2020-2024): 49 crianças mortas por balas perdidas” também foi retirada. As fotos incluíam o último caso, de Diego Vieira Fontes, de 4 anos, que foi assassinado junto com os pais em Paty do Alferes, no dia 23 de dezembro.

A Rio de Paz, que acompanha esses casos desde sua fundação em 2007, já registrou 115 vítimas de 0 a 14 anos mortas por armas de fogo, muitas delas por balas perdidas. Costa expressou esperança de que a violência diminua e lamentou o luto que muitas famílias enfrentam durante as festividades de fim de ano. Ele finalizou afirmando que a ação é pacífica e necessária.

Com informações de O Globo

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