Prefeitura de São Paulo assume controle de empresas de ônibus em meio a acusações de ligação com o PCC

O prefeito explicou que a intervenção visa garantir a continuidade das operações das empresas, assegurando que não haja interrupção no serviço de transporte público

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou intervenção nas operações das empresas de ônibus Transwolff e UPBus, após uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) revelar supostas conexões dessas empresas com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Valdemar Gomes de Melo, diretor de planejamento da SPTrans, foi designado para atuar como interventor na Transwolff, enquanto Wagner Chagas Alves, diretor de operações da SPTrans, assumirá o controle da UPBus.

O prefeito explicou à Rádio CBN que a intervenção visa garantir a continuidade das operações das empresas, assegurando que não haja interrupção no serviço de transporte público. Além dos interventores, representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Controladoria Geral do Município e da Secretaria da Fazenda também participarão do processo.

Segundo Nunes, a intervenção não tem prazo definido, e os trabalhadores das empresas serão mantidos, sendo afastados apenas os gestores conforme determinação judicial. O prefeito ressaltou que, até o momento, não há indícios de irregularidades nos contratos entre a prefeitura e as concessionárias, mas que a investigação em curso determinará as medidas futuras, incluindo a possibilidade de cancelamento dos contratos caso haja comprovação de culpa das empresas.

A operação do Ministério Público, denominada Operação Fim da Linha, mira suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC através do transporte público na capital paulista. Foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão, resultando na detenção de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, Robson Flares Lopes Pontes, Joelson Santos da Silva e Elio Rodrigues dos Santos, enquanto Silvio Luis Ferreira (Cebola) permanece foragido.

Segundo as investigações, a Transwolff estaria envolvida em operações ilícitas, incluindo a compra e venda de imóveis e bens de luxo, além da distribuição de dividendos milionários mesmo em meio a prejuízos financeiros. Alguns diretores da empresa são apontados como membros do PCC, respondendo por crimes graves como homicídio, sequestro e roubo a banco.

Com informações do Extra

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